O produtor lança uma coletânea que mistura big room, progressive e electro house, com participações de nomes como Sia e Justin Bieber.
David Guetta voltou com tudo, lançando o álbum 7, um projeto ambicioso que reúne 27 faixas em uma jornada sonora que mistura os polos mais radicais da música eletrônica. O disco, disponível agora em todas as plataformas, é um manifesto do artista francês, que não tem pressa de se limitar a um estilo: aqui, o big room dança ao lado do progressive house, enquanto o electro house puxa o pé direito para a pista de dança. Entre as colaborações mais marcantes, nomes como Sia e Justin Bieber dão cor ao conjunto, mostrando que Guetta ainda sabe como fazer parcerias que funcionam.
O álbum 7 é, sem dúvida, um dos maiores desafios da carreira de Guetta. Com faixas que variam de 3 minutos a quase 8, o projeto exige do ouvinte uma desestração total — e uma playlist própria para cada momento. A trilha sonora do cohesivo é outra prova de que o produtor ainda sabe como equilibrar o experimental com o comercial, sem cair no clichê. Para fãs que vivem de festa, o álbum é uma caixa de fósforos; para os que curtem a emoção pura do electronic, é uma aula de composição.
Com 7, David Guetta não está apenas celebrando seu número de álbum, mas redefinindo o que significa ser um dos principais nomes da cena eletrônica. Se o primeiro disco foi sobre o big room, o sétimo já é sobre a maturidade. E, como sempre, a pergunta não é se ele ainda sabe dançar: é se o mundo ainda consegue seguir seu ritmo.



