Matt Edwards mergulha em territórios sonoros mais quentes e contemplativos em sua primeira obra de estúdio, mostrando maturidade artística e coragem criativa.
Depois de anos de versões ao vivo e singles espalhados pelo universo eletrônico, Maceo Plex finalmente decidiu colocar no papel a visão que carregava em silêncio. O álbum Solar chegou como uma declaração firme: Matt Edwards não veio apenas para fazer techno — ele veio para construir paisagens sonoras que desafiam convenções e abrem caminho para novas emoções na pista.
A produção do disco foi longa e cheia de experimentação. Edwards passou tempo considerável polindo cada faixa, recusando-se a entregar algo superficial. O resultado é um trabalho que flutua entre batidas profundas e melodias envolventes, como se o artista buscasse o equilíbrio perfeito entre dancefloor e introspecção. Faixas como a faixa-título e outras do repertório do álbum demonstram uma capacidade rara de manter energia pulsante sem perder a essência lírica.
O que torna Solar especial não é apenas a sonoridade, mas a narrativa por trás dele. Trata-se de um artista que ousou se apresentar de forma mais exposta, deixando de lado a proteção que o anonimato na direção de turnês pode oferecer. O disco é, ao mesmo tempo, um retrato pessoal e uma carta aberta ao público que acompanha sua trajetória desde os primórdios. Solar não é apenas mais um álbum de techno — é um marco na carreira de um dos produtores mais respeitados da cena atual.


