Lançado em 2017, o disco de estreia da dupla americana The Chainsmokers consolidou a mistura de batidas eletrônicas e vocais pop que os tornou fenômeno mundial.
Análise completa do disco de estreia da dupla americana
A dupla americana The Chainsmokers já havia conquistado as pistas de dança e o topo das paradas globais com hits como “Don’t Let Me Down” e “Closer” antes de lançar seu primeiro álbum de estúdio. A expectativa em torno do trabalho era alta, afinal, os produtores Andrew Taggart e Alex Pall haviam se consolidado como um dos nomes mais relevantes da cena pop-eletrônica do início dos anos 2010. Em abril de 2017, o mundo finalmente conferiu Memórias… Não Abra, um registro que mistura batidas eletrônicas marcantes com uma pegada pop acessível, feita para tocar tanto em festivais gigantes quanto no rádio.
O disco traz 12 faixas que exploram diferentes nuances da música eletrônica, sem abandonar a faceta pop que tornou a dupla famosa. Colaborações com nomes como Chris Martin, vocalista do Coldplay, na faixa “Something Just Like This” — que se tornou um dos maiores sucessos do ano — e com a cantora Emily Warren mostram a versatilidade dos produtores. Não são apenas faixas para o público dançar: há espaço para baladas eletrônicas e letras que abordam temas como relacionamentos, juventude e a pressão da fama, com Andrew Taggart assumindo os vocais em boa parte das músicas, algo que se tornou uma marca registrada do grupo.
Se o objetivo era consolidar o The Chainsmokers como uma força tanto na cena eletrônica quanto no mainstream pop, o álbum cumpriu o papel com louvor. As batidas pesadas de faixas como “Paris” e “The One” agradaram aos fãs de música eletrônica, enquanto as melodias grudentas garantiram espaço em playlists de rádio ao redor do mundo. Até hoje, Memórias… Não Abra é lembrado como o trabalho que definiu a sonoridade da dupla na década passada, servindo de ponte entre a música eletrônica de festival e o pop de massa.



