O produtor russo aposta em uma jornada sonora ambiciosa que mistura deep house, eletrônica experimental e tudo o que existe entre esses mundos.
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Quando o nome Arty aparece junto ao título de um álbum, já dá para imaginar que a coisa não vai ser convencional. O produtor russo — que fez de Nova York seu lar e de batidas eletrônicas seu território — acabou de lançar Glorious, seu primeiro trabalho completo de estúdio, e o resultado é tudo menos previsível.
O álbum funciona como um mapa sonoro. Aqui, o deep house convencional abre espaço para paisagens mais densas e experimentais. Faixas como a faixa-título e outras do repertório carregam camadas que flutuam entre o emocional e o tecnicamente sofisticado, como se o artista quisesse provar que eletrônica pode ter profundidade sem perder o energia da pista de dança.
O que torna Glorious tão interessante é justamente essa tensão criativa. Arty não tenta agradar a todos — ele escolhe um caminho, abraça a complexidade e entrega um produto que fala com quem está disposto a ouvir além do óbvio. Para quem acompanha a trajetória do artista desde seus primeiros singles no Drumcode, o álbum chega como uma confirmação de que ele realmente quer construir algo duradouro.
💡 Você sabia que Arty é um dos poucos produtores russos a alcançar fama internacional no cenário de música eletrônica ocidental, tendo se mudado para Nova York no início de sua carreira?



