Oito anos após seu lançamento não oficial, o ‘Botnek Edit’ desta faixa icônica é lembrado como um divisor de águas na carreira de ambos os artistas e na cena Big Room.
O ano era 2013, e a explosão de Martin Garrix com o hit ‘Animals’ já havia sacudido os alicerces da música eletrônica mundial. Mas, como se o estrondo não fosse suficiente, a dupla canadense Botnek entrou em cena e deu um novo — e ainda mais selvagem — tempero à faixa. O que começou como um bootleg não-oficial, distribuído gratuitamente, rapidamente se tornou um fenômeno que não só dominou pistas, mas também chamou a atenção do próprio Garrix, que o executou em seu lendário set no Ultra Music Festival.
Gordon Huntley e Erick Muise, a força motriz por trás do Botnek desde 2008, não apenas replicaram a fórmula; eles a deturparam de maneira genial. Utilizando batidas de bumbo implacáveis e texturas melódicas peculiares (os ‘plucks’ excêntricos), o duo transformou o hino de Big Room em uma arma sonora ainda mais agressiva, perfeita para os palcos principais dos maiores festivais. Essa versão não oficial foi tão impactante que acabou sendo oficialmente incluída no pacote de remixes lançado pela Spinnin’ Records, consolidando seu status lendário.
O Catalisador de uma Carreira Internacional
O sucesso estrondoso desse remix de ‘Animals’ serviu como o verdadeiro catalisador para a projeção internacional do Botnek. Com raízes fincadas no House e Electro House, a dupla já vinha chamando a atenção de selos como a Dim Mak Records de Steve Aoki. No entanto, foi a reinterpretação de Garrix que abriu as portas para turnês globais e solidificou sua reputação como mestres em remixar com impacto. O sucesso continuou com outros trabalhos notáveis, como o remix viral de ‘#SELFIE’ do The Chainsmokers, provando que a potência sonora do Botnek era mais do que um golpe de sorte, mas sim uma assinatura artística.



