Do tecnobrega amazônico ao pagode clássico, a capital paulista vibrou em uma celebração inesquecível de diversidade musical, superando frio e garoa.
⏱️ Em 5 segundos:
- A Virada Cultural 2026 agitou São Paulo com uma programação musical eclética durante a madrugada.
- Milhares de pessoas enfrentaram o frio e a garoa para prestigiar shows de diversos gêneros.
- Destaques incluíram Péricles, Luísa Sonza e Manu Chao no Vale do Anhangabaú, e Gaby Amarantos na Avenida São João.
- A Cultura paraense foi um ponto alto, com tecnobrega e aparelhagens dominando o centro.
- Apesar de problemas técnicos em alguns shows, o público elogiou a organização e segurança do evento.
A Virada Cultural de São Paulo mais uma vez provou ser um espetáculo de resiliência e diversidade, transformando a capital paulista em um gigantesco palco a céu aberto. A madrugada deste domingo (24) foi um turbilhão de ritmos e emoções, onde o Centro da cidade pulsou com a energia contagiante de milhares de pessoas, que desafiaram o frio e a garoa para vivenciar um verdadeiro mosaico sonoro.
A programação eclética da Virada 2026 abraçou desde o vibrante tecnobrega paraense até o caloroso pagode, passando pelo rap, k-pop, piseiro e ritmos latinos. No coração do evento, o Vale do Anhangabaú foi palco de apresentações memoráveis. Nomes como Péricles, que trouxe a nostalgia dos clássicos do Exaltasamba e de sua carreira solo, fizeram o público cantar em coro. Em seguida, a estrela pop Luísa Sonza entregou um show eletrizante, mesmo diante de desafios como chuva e problemas técnicos, mantendo a plateia conectada com faixas como “Tropical Paradise” e “Campos de Morango”. A atmosfera cosmopolita foi intensificada pela presença de Manu Chao, que com seu carisma franco-espanhol, transformou o Anhangabaú em um coro coletivo, entoando discursos sobre a América Latina e o anti-imperialismo.
Enquanto o Anhangabaú fervilhava, a Avenida São João se rendia à rica cultura amazônica. Com bandeiras do Pará e camisas de aparelhagens, o público foi transportado para uma festa paraense. A diva Gaby Amarantos, no Palco São João, incendiou a noite com seu “Pará Style”, levando sucessos como “Xirley” e “Ex Mai Love”. Apesar de algumas interrupções por falhas técnicas, Gaby celebrou a representatividade da produção amazônica, reforçando a importância de “Viva a cultura da Amazônia”. Os intervalos foram embalados pela aparelhagem Carabao — O Máximo do Marajó, que misturou brega romântico, melody e o acelerado “rock doido”.
A diversidade musical não parou por aí. Outros cantos da cidade vibraram com diferentes batidas. No Palco Arouche, a rapper Ebony destacou a força feminina no rap brasileiro. No Bom Retiro, o grupo de k-pop 1Verse, mesmo com desfalques e chuva, manteve a animação dos fãs com coreografias e homenagens, incluindo um cover de “Idol” do BTS. Em Heliópolis, Filho do Piseiro reuniu famílias com hits do TikTok, enquanto em Cidade Tiradentes, a Turma do Pagode trouxe clássicos do gênero. A Virada Cultural, que segue até a noite de domingo, reafirma seu papel como um dos maiores e mais inclusivos eventos culturais do país, unindo ritmos e pessoas em uma celebração contínua da arte e da Música Brasileira.
Organização e o Toque do Público
Apesar da magnitude do evento, frequentadores notaram uma significativa melhora na organização deste ano, especialmente em relação à segurança e à disponibilidade de banheiros. Contudo, algumas críticas pontuais surgiram, como a falta de sinalização entre os palcos e a ausência de pontos de hidratação gratuitos no Anhangabaú, além dos problemas técnicos já mencionados em algumas apresentações. Mesmo com os percalços, a Virada Cultural manteve-se vibrante e cheia, provando que a paixão pela música e pela cultura supera qualquer obstáculo, movimentando a capital paulista até o último acorde.
💡 Você sabia que a Virada Cultural de São Paulo é um dos maiores eventos culturais gratuitos a céu aberto do mundo, atraindo milhões de pessoas anualmente para celebrar a diversidade artística e musical em vários pontos da cidade por 24 horas ininterruptas?



