A banda de Zach Condon encantou o público paulistano após 17 anos de ausência, entregando uma performance inesquecível que culminou em uma emocionante homenagem a Caetano Veloso.
⏱️ Em 5 segundos:
- Beirut fez seu aguardado retorno ao Brasil no C6 Fest após 17 anos.
- A banda liderada por Zach Condon apresentou um show emocionante com sua fusão de Indie Folk e música balcânica.
- Um dos pontos altos foi a interpretação única de “O Leãozinho“, clássico de Caetano Veloso.
- O repertório incluiu sucessos como “Elephant Gun”, “Gallipoli” e “Nantes”.
O Parque Ibirapuera em São Paulo foi palco de um momento histórico e profundamente aguardado por fãs brasileiros de música independente. Após longos 17 anos de espera, a banda Beirut, liderada pelo carismático Zach Condon, fez seu retorno triunfal ao Brasil no último domingo (24), encantando a plateia do C6 Fest. Subindo ao palco Arena Heineken, logo após a aclamada apresentação dos Paralamas do Sucesso com a Nação Zumbi, o Beirut provou que a saudade só fez o reencontro ser ainda mais especial.
A performance foi uma verdadeira celebração da sonoridade única que define o Beirut: uma fusão cativante de indie folk com influências da música balcânica. Os arranjos sofisticados, repletos de metais, o suave ukulele e o expressivo acordeão, preencheram o espaço, criando uma atmosfera íntima e envolvente que rapidamente conectou a banda ao público paulistano. O repertório passeou por diversas fases da carreira do grupo, entregando hits que foram recebidos com entusiasmo, como “Elephant Gun”, “Gallipoli”, “Santa Fe” e “Nantes”, solidificando a jornada musical da banda.
Contudo, o ápice da noite, e talvez o momento mais emocionante, foi a interpretação de “O Leãozinho”, o clássico atemporal de Caetano Veloso. Com seu sotaque característico e um arranjo de sopros que deu nova vida à melodia, Zach Condon emocionou a todos. A banda já havia gravado uma versão acústica folk desta canção para o projeto beneficente “Red Hot + Rio 2”, que celebrava a Tropicália e arrecadava fundos para o combate ao HIV/AIDS. A escolha da faixa foi um aceno carinhoso à cultura brasileira, demonstrando a conexão e o respeito do Beirut com o país. A longa espera valeu cada segundo, consolidando a noite como um marco na história dos festivais brasileiros e na trajetória da banda no país.
Setlist memorável do Beirut no C6 Fest 2026:
- “When I Die”
- “Gallipoli”
- “Santa Fe”
- “Tuanaki Atoll”
- “Postcards From Italy”
- “No No No”
- “The Shrew”
- “The Rip Tide”
- “So Many Plans”
- “Elephant Gun”
- “Nantes”
- “O leãozinho” (cover de Caetano Veloso)
- “Serbian Cocek” (cover de A Hawk and a Hacksaw)
- “The Gulag Orkestar”
- “In the Mausoleum”
💡 Você sabia que Zach Condon, o líder do Beirut, aprendeu a tocar trompete sozinho e que a sonoridade distintiva da banda, inspirada em música balcânica e folk, foi moldada por suas viagens pela Europa e fascínio por bandas de metais da Sérvia e da Macedônia, mesmo sem ter uma formação musical formal nesse estilo?



