Após uma jornada de uma década e conquistas notáveis em batalhas de rima, a rapper Punka entrega seu aguardado álbum de estreia, ‘SINCERICÍDIO‘, uma obra que reafirma sua paixão pelo Boom Bap e a verdade em suas letras.
⏱️ Em 5 segundos:
- Punka lança ‘SINCERICÍDIO’, seu primeiro álbum após 10 anos de carreira.
- O álbum é inteiramente focado no estilo boom bap, uma escolha consciente da artista.
- As 17 faixas exploram temas como violência de gênero, depressão e a realidade da periferia.
- Conta com nove participações especiais e produção de Granadeiro Guimarães.
Após uma década de dedicação intensa ao cenário do rap, marcada por uma impressionante coleção de 94 títulos em batalhas de rima e momentos de quase desistência, a rapper Punka finalmente apresenta seu trabalho de estreia: o álbum “SINCERICÍDIO”. Lançado nesta segunda-feira (1), o projeto é uma declaração artística poderosa, reunindo 17 faixas inéditas que mergulham profundamente na essência do boom bap.
Produzido por Granadeiro Guimarães e enriquecido por nove participações especiais, “SINCERICÍDIO” representa uma escolha artística corajosa. Punka, que em sua jornada já explorou vertentes como o trap e o drill, decidiu, desta vez, ignorar as pressões do mercado e abraçar plenamente suas raízes. “Eu já fiz trap, já fiz drill. Mas minha essência é o boom bap. Não estou nem aí se está em alta ou não, se vai vender ou não. Eu quis falar o que meu coração estava sentindo”, revelou a artista à Billboard Brasil, sublinhando a autenticidade que permeia cada verso do álbum.
As letras de “SINCERICÍDIO” são um espelho das vivências de Punka, abordando com crueza e sensibilidade temas como violência de gênero, os desafios da educação na periferia, a luta contra a depressão e as complexidades familiares. Faixas como “Troféus” questionam o custo invisível do sucesso, enquanto “Bruxas” emerge de um sentimento de revolta contra a misoginia, demonstrando a versatilidade e a profundidade de sua escrita.
O álbum também celebra a força feminina no Rap Nacional, com participações de artistas como Nyak, Maria Preta MC e Beatriz Denaro. Punka, que admira nomes como Duquesa e Ebony, enxerga o avanço das mulheres no gênero com orgulho, mas sem romantizar as dificuldades. Ela destaca a disparidade de tratamento e as expectativas desiguais que as artistas femininas enfrentam. “A gente tem que ter flow impecável, voz impecável, corpo impecável, roupa impecável, show grandioso com dançarino, para receber, às vezes, a oportunidade de cantar de graça. Enquanto muitos homens botam um moletom, sobem no palco com uma letra mediana e ganham cachê absurdo”, desabafa a rapper, expondo uma realidade ainda presente no cenário musical.
A mensagem central de Punka é clara: a arte não é para agradar, mas para conectar. “A gente nem quer ser boa para eles. A gente quer que as pessoas que são como a gente se reconheçam”, afirma, reforçando o poder de representatividade e identificação que sua música busca construir. “SINCERICÍDIO” é, portanto, mais do que um álbum; é um manifesto de verdade, resiliência e a voz de uma artista que se recusa a ser silenciada.
Ouça ‘SINCERICÍDIO’, álbum de estreia de Punka
💡 Você sabia que Punka acumulou impressionantes 94 títulos em batalhas de rima antes de lançar seu álbum de estreia? Essa bagagem demonstra a força lírica e a experiência da artista no cenário do rap nacional.



