Só Track Boa 2026: A noite em que Interlagos virou pista de dança épica

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A estreia da maior edição do festival reuniu 40 atrações em quatro palcos, com sets históricos de Boris Brejcha, Sammy Virji e o b2b explosivo de Vintage Culture com Max Styler.

⏱️ Em 5 segundos:

  • Maior edição da história com 4 palcos e 12 horas de som no Autódromo de Interlagos.
  • NSD impressionou com megaestrutura e sets de Above & Beyond (Jono com tipoia) e Artbat (Batish solo).
  • Boris Brejcha eleito por muitos como o melhor da noite com seu hi-tech minimal.
  • Sammy Virji aqueceu o frio de 13°C no palco Oca com garage e bassline.
  • Encerramento épico: Max Styler b2b Vintage Culture lotou a pista principal.
  • Palco Organic estreou com vibe intimista e destaque para Amine Edge b2b Classmatic.

A primeira noite do Só Track Boa 2026 entrou para a história como a maior edição já realizada do festival. O Autódromo de Interlagos, em São Paulo, recebeu uma verdadeira cidade da música eletrônica: quatro palcos, mais de 40 atrações e 12 horas ininterruptas de som que transformaram a Zona Sul paulistana no epicentro da cena nacional na sexta-feira (5). Quem chegou cedo pegou a programação completa; quem veio após o expediente encontrou filas de ansiedade, não de trânsito, provando a força da marca.

O colosso do NSD e a resiliência dos headliners

O portal de entrada era o imponente palco NSD (Never Stop Dancing), que nesta edição superou a si mesmo com uma megaestrutura arquitetônica de tirar o fôlego. Por ali passaram gigantes como Above & Beyond — que emocionaram com seu progressive etéreo mesmo com Jono Grant tocando de tipoia após microfraturas no braço — e Artbat, representados apenas por Batish devido a problemas de saúde de Artur. A noite no mainstage ainda reservou a aula de Eli Brown b2b Victor Lou navegando entre house e techno, a masterclass de Boris Brejcha com seu hi-tech minimal (apontado por muitos como o melhor set da madrugada) e o hard techno implacável de Kobosil fechando a pista. O ponto alto emocional veio às 2h com o tradicional “Momento NSD”: fogos de artifício sincronizados iluminando o céu de Interlagos enquanto milhares de celulares gravavam a homenagem à trajetória do festival.

Oca: do aconchego ancestral ao calor do garage britânico

Se o NSD impressiona pela escala, o palco Oca conquista pelo conceito circular de comunhão. A noite começou com a fusão cultural de Maz & Bedouin e a energia contagiante de The Martinez Brothers. Mas foi a estreia de Sammy Virji no Brasil que roubou a cena: com um set que misturava house, UK garage e bassline, o britânico simplesmente ignorou os 13 graus de temperatura e o vento gelado, transformando a pista em uma sauna coletiva. Na sequência, o hype se confirmou no aguardado Max Styler b2b Vintage Culture — o produtor mais tocado por DJs no mundo em 2025 ao lado do anfitrião da festa —, entregando um back-to-back que fez jus à lotação máxima da estrutura.

Luvlab e Organic: a brasilidade e a nova intimidade

Estrategicamente posicionado no cruzamento dos palcos, o Luvlab celebrou a pluralidade brasileira com destaque para Clementaum, que assumiu o comando solo após Mochakk ser afastado por orientação médica, comandando a pista com muito funk brasileiro e “bateção de leque”. A grande novidade de 2026, o palco Organic, propôs uma experiência despida de excessos: backstage aberto, menos luzes, sound system cirúrgico e foco total na música. Ali brilharam o encontro de gerações entre Amine Edge b2b Classmatic (g-house francês encontrando tech house nacional) e o encerramento elegante de Fran Bortolossi b2b Albuquerque. O festival segue neste sábado (6) prometendo mais capítulos inesquecíveis.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que o palco NSD (Never Stop Dancing) é considerado a estrutura mais icônica do festival e, nesta edição, ganhou sua maior versão até hoje, comportando um show pirotécnico sincronizado às 2h da manhã?


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