A Pista de Dança como Santuário: Só Track Boa 2026 Encerra Edição “Terapêutica” para 80 Mil Fãs

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Em sua maior edição, o festival transformou o Autódromo de Interlagos em um oásis de bem-estar, onde a Música Eletrônica de ponta serviu como bálsamo para a alma de uma multidão recorde.

⏱️ Em 5 segundos:

  • O Só Track Boa 2026 em São Paulo atraiu mais de 80 mil entusiastas da música eletrônica.
  • Vintage Culture, anfitrião do evento, usou drones para reforçar a ideia de que o festival é “terapêutico”.
  • A edição marcou a maior estrutura já montada, com quatro palcos e mais de 40 atrações.
  • DJs renomados como Adam Sellouk, Colyn, Kevin de Vries e a dupla brasileira Departamento se apresentaram.
  • O palco Organic, novidade desta edição, foi um destaque com curadoria primorosa e b2bs memoráveis.

O Só Track Boa 2026 não foi apenas um festival; foi uma catarse coletiva, um santuário sonoro onde 80 mil almas encontraram refúgio e conexão através da música eletrônica. No céu do Autódromo de Interlagos, a mensagem “Isso não é terapia… mas é terapêutico”, projetada pelos drones do anfitrião Vintage Culture, resumiu perfeitamente o espírito do evento. Mais do que uma festa, o festival se consolidou como um espaço de alívio emocional e bem-estar, onde a pista de dança se transformou em um divã coletivo para curar as tensões da semana.

Com uma estrutura grandiosa e sem precedentes, o Só Track Boa superou todas as expectativas. A edição deste ano na capital paulista contou com quatro palcos e mais de 40 atrações, destacando o imponente palco NSD (Never Stop Dancing), que se estendia por um quilômetro quadrado de LEDs, sendo o maior já construído na história do festival. Por lá, passaram nomes de peso do techno melódico como o israelense Adam Sellouk, o holandês Colyn e o alemão Kevin de Vries, além da dupla brasileira Departamento, que aproveitou o palco para promover sua nova faixa em colaboração com Vintage Culture.

O set de Vintage Culture no NSD foi, como esperado, um dos pontos altos, atraindo uma multidão ensandecida ao som de hits como “Lost”. O espetáculo de drones, que já havia encantado em 2023, retornou com imagens icônicas, incluindo o símbolo do artista e uma caricatura de seu cachorro, Bento, adicionando uma camada emocional e nostálgica à apresentação. O DJ ainda fez uma brincadeira patriótica, projetando a imagem de uma taça da Copa do Mundo com a frase “Somos campeões por natureza”, em um aceno ao tão sonhado Hexa. O encerramento do palco NSD ficou por conta dos brasileiros Vegas e Blazy, que aceleraram os BPMs com muito psytrance.

Os outros palcos também foram palcos de momentos inesquecíveis. No Oca, Liu demonstrou por que é uma das maiores exportações da música eletrônica brasileira, abrindo caminho para a performance explosiva de Max Styler. Infelizmente, o aguardado Mochakk cancelou sua apresentação devido a problemas de saúde, sendo substituído pelos Solarce Brothers, que trouxeram uma sonoridade rica em referências da música brasileira, disco, jazz, funk e soul. O palco ainda recebeu Damian Lazarus e Dixon, mestres em proporcionar viagens sonoras, e o brasileiro Beltran, que encerrou a noite após o cancelamento de Ben Sterling, também por questões de saúde familiar.

O Luvlab celebrou a pluralidade da cena brasileira com Chediak, Young Clubber, D. Silvestre, Dayeh b2b Bonequinha Iraquiana, Ramon Sucesso e o potente b2b entre Eli Iwasa e Deekapz, misturando bass, house e funk. No entanto, uma das maiores surpresas e o palco preferido de muitos foi o Organic. Criado para esta edição, o Organic apresentou uma curadoria impecável, unindo diferentes gerações em b2bs memoráveis. Bruno Be tocou com o belga Kolombo, e Meca com Loulou Players, em sets que foram verdadeiras aulas de house de qualidade. Para coroar, Gabe e Volkoder, e Mila Journée com a alemã Magdalena, garantiram um encerramento à altura, solidificando o Organic como um palco que esperamos ver novamente em futuras edições.

Ao final, a mensagem projetada no céu fez todo o sentido: o Só Track Boa 2026 provou que a música eletrônica vai além do entretenimento, oferecendo uma experiência profundamente “terapêutica”. A capacidade de 80 mil pessoas de permanecerem imersas por horas na energia do festival é a prova de que a pista de dança pode, de fato, ser um bálsamo para a alma, capaz de curar qualquer semana difícil. A pergunta que fica é: o público já está com “saudadis”?

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Vintage Culture, nome artístico de Lukas Ruiz, é um dos DJs brasileiros mais bem-sucedidos internacionalmente, com residências em Ibiza e Las Vegas, e presença constante nos maiores festivais do mundo?

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