Com Os Punks de Boutique, o cantor apresenta 15 faixas que misturam punk clássico, rock retrô, ska, metal e baladas, além de participações de músicos dos Estados Unidos.
⏱️ Em 5 segundos:
- Supla lança seu 20º álbum de estúdio, Nada Foi em Vão.
- O disco foi feito com Os Punks de Boutique e reúne 15 faixas.
- O trabalho traz punk, rock retrô, ska, metal, baladas e participações internacionais.
- Há também uma edição especial em vinil cor-de-rosa.
Quatro décadas de estrada não diminuíram a vontade de Supla de provocar, misturar referências e defender uma forma de fazer música sem pedir licença. Agora, o cantor chega ao seu 20º álbum de estúdio com Nada Foi em Vão, trabalho lançado ao lado de Os Punks de Boutique e marcado por uma energia punk, rock retrô e aberturas para estilos que atravessam o disco.
A proposta do registro é justamente não se prender a uma única etiqueta. Em 15 faixas, Supla transita entre o punk clássico, o rock das décadas de 1960 e 1970, passagens mais pesadas, ska, funk satírico, baladas reflexivas e versões de clássicos, tudo costurado por uma produção que conversa com músicos do Brasil e dos Estados Unidos.
Parceria consolidada e colaborações internacionais
Supla destaca que a relação com Os Punks de Boutique vem de mais de três anos e que a comunicação com a banda se tornou natural. O álbum também traz a presença de Marc Orrell, ligado a The Mighty Mighty Bosstones e Dropkick Murphys, e Jeff Roffredo, do Aggrolites. Os dois participam de faixas como Goth Girl From East L.A., If You Believe in Nosferatu e a balada-título Nada Foi em Vão.
A faixa que batiza o disco foi escrita por Supla com Tatiana Prudêncio, colaboradora também de Parça da Erva e Anarquia Lifestyle, músicas lançadas antes no álbum Diga O que Você Pensa, de 2016. Para quem gosta de coleções físicas, o projeto ainda terá uma edição especial em vinil cor-de-rosa.
Do punk chiclete ao peso do metal
Entre os destaques do álbum está Amor Kamikaze, descrita pelo artista como um punk rock com refrão fácil e letra sobre paixão destrutiva. Fofoqueira aposta em uma abordagem mais experimental, enquanto Você Não Vai Me Quebrar traz um riff marcante e uma mensagem de superação. Já Médico Monstro mergulha em um território mais pesado, abordando uma denúncia dura contra abusos cometidos por médicos criminosos.
O disco também mostra o lado mais teatral e nostálgico de Supla. Me Encontro em Você aposta em clima de ska com saxofone e flauta, Livre entrega um grito de liberdade com referências vocais às The Ronettes, e Be My Baby apresenta uma versão no estilo punk com pegada pop da canção do grupo The Ronettes. Rain Drops Keep Falling on my Head encerra o álbum com uma releitura de alto astral e arranjo de teclado assinado por Henrique Cabreira.
Uma obra sobre memória, excesso e reencontros
Em Nada Foi em Vão, Supla não abandona a irreverência que marcou sua carreira, mas também reserva espaço para reflexão. A faixa-título funciona como um balanço sobre a vida e os reencontros, enquanto Queixo Novo usa o humor para falar de inteligência artificial e dos exageros da harmonização facial. O resultado é um álbum que valoriza a história do artista sem transformá-la em nostalgia pura.
Com participações internacionais, vinil especial e uma lista de faixas que passeia por diferentes intensidades, o 20º álbum de Supla confirma uma trajetória que segue inquieta. Nada Foi em Vão chega como um registro de artista que prefere arriscar a repetir fórmulas.
Ouça Nada Foi em Vão, de Supla
💡 Você sabia que Supla ficou conhecido nacionalmente nos anos 1980 como vocalista do Ira!, antes de construir uma carreira solo marcada por experimentos, polêmicas e autenticidade?



