A lendária banda brasileira Sepultura encerrou sua passagem por Portugal no Rock in Rio Lisboa, transformando o fim da carreira em uma festa épica de legado e gratidão.
⏱️ Em 5 segundos:
- Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, afirma que a despedida da banda é uma celebração planejada, sem espaço para melancolia.
- O último show do Sepultura em Portugal aconteceu no Rock in Rio Lisboa, parte da turnê global “Celebrating Life Through Death”.
- A decisão de encerrar as atividades foi discutida e planejada com dois anos de antecedência.
- A Turnê de Despedida tem levado o Sepultura a novos territórios, como a Islândia, e a festivais como o Lollapalooza.
- Os shows finais da carreira do Sepultura acontecerão no Rock in Rio Rio de Janeiro e na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo.
A banda Sepultura, ícone do Metal brasileiro e mundial, fez sua última passagem por Portugal no palco do Rock in Rio Lisboa, marcando um momento agridoce, mas repleto de celebração. Longe de qualquer tom melancólico, o guitarrista Andreas Kisser enfatizou em entrevista à Billboard Brasil que o encerramento da jornada do grupo é um ato consciente e festivo, refletindo o espírito da turnê de despedida intitulada “Celebrating Life Through Death”.
Segundo Kisser, a decisão de dar um fim às atividades da banda foi meticulosamente planejada, com discussões que antecederam o anúncio oficial em dois anos. “Não tem nenhum fator melancólico ou triste, porque a gente está muito consciente. Foi uma escolha. É isso que a gente queria e é isso que a gente está fazendo”, declarou o músico, reforçando a postura proativa e positiva do Sepultura diante desta nova fase.
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A turnê “Celebrating Life Through Death” tem sido uma jornada de três anos, permitindo ao Sepultura explorar novos horizontes, como tocar pela primeira vez na Islândia e se apresentar em festivais de grande porte como o Lollapalooza, que não são tradicionalmente focados no metal. Para Andreas, Portugal ocupa um lugar especial nessa trajetória. “Nada melhor do que estar aqui, num palco que a gente conhece muito bem, o Rock in Rio, e festejar 42 anos de história com os ‘sepulmaníacos’ aqui de Portugal”, disse, relembrando as inúmeras visitas e a calorosa recepção do público português.
Os Últimos Acordes no Brasil
Após a etapa europeia, o Sepultura ainda tem compromissos marcantes no Brasil. O Rock in Rio, no Rio de Janeiro, será o penúltimo show da carreira da banda, agendado para 5 de setembro. Esta apresentação terá um repertório exclusivo, focado apenas na fase de Derrick Green nos vocais, prometendo uma experiência única para os fãs cariocas.
O grand finale está reservado para 7 de novembro, na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. A escolha do local não é aleatória; o Pacaembu guarda uma conexão histórica com o Sepultura, remetendo a um caótico e lendário show em 1992 na Praça Charles Miller, em frente ao estádio. “O Pacaembu tem uma história de Sepultura. Foi um show histórico para a banda, logo antes de a gente partir para uma turnê internacional que levou três anos”, relembrou Kisser.
A preparação para este último espetáculo é intensa, mas a banda encara o momento com imensa satisfação. “A gente tem trabalhado muito nesse show, mas está muito feliz de ter essa oportunidade. Está sendo muito melhor do que a gente imaginava”, concluiu o guitarrista, reiterando o sentimento de gratidão e realização que permeia a despedida de uma das maiores bandas de metal do Brasil e do mundo.
💡 Você sabia que Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, fez um teste para tocar no Metallica após a morte de Cliff Burton em 1986? Embora não tenha sido selecionado, o convite e a audição são um testemunho de seu talento.
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