turnê que estreou no último sábado reúne 13 Paquitas de diferentes gerações e percorre quatro décadas de carreira com cenografia grandiosa no Nubank Parque
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⏱️ Em 5 segundos:
- A turnê O Último Voo da Nave estreou no último sábado no Nubank Parque, em São Paulo, com ingressos esgotados para a nova data desta sexta-feira (31)
- Xuxa reuniu 13 Paquitas de diferentes épocas e percorreu quase toda sua trajetória artística em um repertório que vai dos anos 80 até projetos recentes
- O show contou com nave espacial sobrevoando o estádio, três trocas de look, referências ao funk na TV e um momento chamado de pacto do dia da criança ser feliz
A noite de sábado (25) marcou um marco na trajetória de uma das maiores ícones da cultura pop brasileira. Xuxa subiu ao palco do Nubank Parque, em São Paulo, para a estreia da turnê O Último Voo da Nave, e o resultado foi um espetáculo que misturou nostalgia, grandiosidade e uma conexão emocional com o público que vai muito além do entretenimento infantil. Com ingressos esgotados para a nova data desta sexta-feira (31), a apresentadora confirmou que seu retorno aos palcos grandes não é uma simples revisita do passado — é uma declaração de que sua influência segue intacta e relevante.
Uma viagem por quatro décadas de carreira
A abertura do show já entregava o tom da noite: uma nave espacial sobrevoou todo o estádio antes de a cantora fazer sua entrada, em um momento que ela batizou como o pacto do dia da criança ser feliz. A proposta era clara — convocar o público a liberar a criança interior e celebrar sem reservas. Ao longo da apresentação, Xuxa transitou por diferentes fases de sua trajetória, dos potpourris que remetem ao fenômeno televisivo dos anos 1980 até os projetos mais recentes, como o Dance Days na Record e o Xuxa Hits. Foram três trocas de look ao todo, com trocas de acessórios feitas diretamente no palco para sinalizar cada era artística, enquanto o visual futurista da TV Xuxa dava o tom de alguns momentos.
O repertório, que inclui clássicos como Doce Mel, Xou da Xuxa, Ilariê e Arco-Íris, também reservou espaço para momentos de ousadia. A referência ao Só Para Baixinhos trouxe batidas de funk ao palco, reforçando o papel pioneiro de Xuxa na popularização do gênero na televisão brasileira. As faixas Txutxucão e Cinco Patinhos encerraram o show com a energia lúdica que define a essência da artista, enquanto canções como Planeta Xuxa e Libera Geral mantiveram a pista em ebulição.
As Paquitas como coração do espetáculo
Um dos pontos mais emocionantes da noite foi a presença de 13 Paquitas de diferentes épocas, incluindo a Paquita argentina, que representou as Paquitas internacionais. Elas interpretaram Pra Sempre Paquitas, faixa inédita lançada no documentário da Globo, e dançaram Sonho de Verão, em homenagem ao filme de mesmo nome. A mistura de gerações no palco funcionou como um tributo vivo à comunidade que cresceu junto com Xuxa e que hoje ocupa posições de destaque em diversas áreas — da televisão à música, passando pela internet. Esse elemento humano elevou o show de um mero retrospecto a uma celebração coletiva.
O que o show diz sobre o momento de Xuxa
Mais do que uma nostalgia mal disfarçada, O Último Voo da Nave é um posicionamento estratégico. Xuxa está reclaimando sua narrativa como artista multigeracional, capaz de dialogar tanto com o público que cresceu assistindo à TV Xuxa quanto com os filhos desses fãs, que agora levam suas próprias crianças aos shows. A cenografia futurista, a estrutura de palco impecável e a curadoria precisa do repertório — que evita o excesso de músicas infantis em favor de um equilíbrio entre hits infantis e faixas mais adultas — mostram uma artista que entende exatamente o que está fazendo em cada momento.
Em um momento em que o mercado de entretenimento brasileiro privilegia o retorno de ícones dos anos 90 e 2000, Xuxa se diferencia pela coerência. Não se trata de uma tentativa desesperada de relevância, mas de uma celebração autêntica de uma carreira que se reinventa sem negar suas raízes. A escolha do Nubank Parque para os shows em São Paulo — com capacidade para dezenas de milhares de pessoas — reforça a dimensão do evento: não é um show de teatro, é um festival particular construído sobre quatro décadas de história.
O que esperar dos próximos capítulos
Com a estreia confirmada em São Paulo e ingressos esgotados para a nova data desta sexta-feira (31), a turnê O Último Voo da Nave deve seguir para outras capitais brasileiras, mantendo a mesma estrutura production-wise. O desafio agora será manter a qualidade da experiência em palcos menores e em cidades fora do eixo Rio-São Paulo. O que se pode afirmar, porém, é que Xuxa entrou em 2026 com uma energia renovada e um projeto que honra seu legado sem se prender a ele. A nave decolou — e parece que tem combustível para muitos voos ainda.
💡 Você sabia que o álbum Xou da Xuxa, lançado em 1986, vendeu mais de 2,7 milhões de cópias no Brasil, sendo considerado um dos álbuns mais vendidos da história da música nacional?
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— Douglas W.


