Antdot revela o que significa tocar no Core do Tomorrowland

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O produtor catarinense reflete sobre a magia do palco íntimo do festival e o crescimento da cena brasileira no cenário global.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Antdot, produtor catarinense, toca no Core do Tomorrowland desde 2023 no Brasil e desde 2024 na Bélgica.
  • O palco Core é descrito como íntimo e focado em quem realmente aprecia a música.
  • O artista destaca a forte influência da música brasileira em sua sonoridade e o crescimento do país no cenário internacional.

Antdot, o produtor catarinense que tem levado o nome da música eletrônica brasileira aos palcos mais importantes do mundo, acaba de descer do Core no primeiro fim de semana do Tomorrowland na Bélgica e ainda está eufórico. Para ele, tocar no festival é mais do que uma conquista: é o cumprimento de um sonho que nasceu cedo, quando ele assistia aos vídeos oficiais do evento. “É incrível, não tem como. Para mim é algo mágico. Hoje estar aqui tocando é um sonho de fato”, disse em entrevista à Billboard Brasil, ainda com o coração acelerado pela adrenalina do show.

O Core, palco que reúne artes, natureza e uma proposta mais intimista dentro do festival, é um dos preferidos de Antdot — tanto na edição brasileira quanto na belga. “É um dos meus palcos preferidos, as pessoas vão para ouvir música boa, então você não precisa fazer aquele set apelão”, explicou. A sexta vez no Core não foi à toa: o produtor tem se destacado por sua sonoridade que mistla afro, melodic e organic house, com influências de samba, baião e MPB.

Raízes brasileiras em cada nota

Para Antdot, a identidade sonora não pode se desvincular das raízes. “Minha música é 100% influenciada por música brasileira”, afirmou. E o reconhecimento vem de fora: o produtor leva bandeiras do Brasil para conversar com fãs de todo o mundo. “Vejo bandeira do Brasil e a galera vem falar comigo. Fico muito feliz de ver artistas brasileiros fazendo parte dessa história. Quero ver cada vez mais gente aqui.”

Brasil no mapa do Core

No dia em que concedeu a entrevista, o line-up do Core reuniu outros nomes brasileiros como Curol e Malive. “Hoje tocou a Curol, e ainda vai ter o Malive. Em um dia só, tem três brasileiros tocando lá, o que é muito legal”, destacou. Apesar de ter menos brasileiros que no ano anterior, Antdot enxerga o crescimento como um passo positivo para a cena nacional.

Tomorrowland Brasil x Bélgica: dois mundos, uma única paixão

Desde 2023, Antdot toca todos os anos no Tomorrowland Brasil, sempre no Core, e desde 2024 também na edição belga. “O Core, lá no Brasil, é como se fosse o segundo palco depois da Mainstage. Aqui tem outros palcos grandes também, mas no Brasil existe uma ênfase enorme nele, porque o terreno é propício”, contou. Na sua primeira apresentação no Brasil, o produtor se emocionou ao ver uma pista tão grande quanto a que encontrou.

Para quem ainda não viveu o festival, o recado é direto: “Quem mora no Brasil, eu acho que é obrigatório ir, porque você tem um festival desse nível, dessa qualidade de entrega, perto de casa. Não precisa pegar um voo internacional, que a gente sabe que é caro.” E para os que podem, a dica é clara: “Tem que ir no Tomorrowland Brasil, e quem tem oportunidade de vir na Bélgica também, vai nos dois, porque é diferente. É Tomorrowland, mas o Brasil tem o nosso jeitinho.”

Um olhar sobre o futuro

Com a próxima edição do Tomorrowland Brasil marcada para abril de 2027, com o tema “Consciência”, Antdot acredita que o festival segue em ascensão. “É uma honra muito grande fazer parte disso, ver o Tomorrowland Brasil crescendo do jeito que está. Tenho certeza que o próximo vai ser ainda melhor que o último.” Para ele, a música eletrônica brasileira está em um momento de expansão global, e nomes como o dele estão abrindo caminho para que mais artistas sigam em frente.

A mensagem final é clara: quem gosta de música eletrônica e não foi ao Tomorrowland, “está perdendo”. E com ações que valorizam artistas e público, o festival promete continuar essa trajetória de excelência.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Antdot trabalhou na linha de produção de uma usina mecânica na adolescência para pagar um curso de DJ? O investimento deu certo: ele chegou ao Top 2 de DJs mais vendidos do Beatport em 2023.


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— Douglas W.