A rainha do tecnobrega subiu ao palco do favela sounds pela primeira vez no Distrito Federal e levou o público ao delírio com o repertório de ‘Rock Doido’ em uma edição que celebra 10 anos do festival.
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⏱️ Em 5 segundos:
- gaby amarantos fez um dos shows mais marcantes da edição de 10 anos do Favela Sounds em Brasília
- O repertório de ‘Rock Doido’ colocou o público para cantar e dançar do início ao fim
- ‘Foguinho’ foi o grande destaque, faixa que reforça a conexão entre a energia das festas paraenses e a cultura digital
- O festival celebrou duas décadas com 22 artistas do Brasil, Uganda e Tanzânia em dois dias de shows gratuitos
A noite de sexta-feira (31) na Praça do Museu Nacional da República, em Brasília, ficou marcada na história do Favela Sounds. Gaby Amarantos, a verdadeira rainha do tecnobrega, subiu ao palco com o repertório de Rock Doido e entregou uma das apresentações mais energéticas e memoráveis da edição de comemoração dos 10 anos do festival. O público presente — que lotou o espaço — cantou e dançou sem parar do início ao fim, confirmando o poder de fogo de uma artista que se consolidou como nome indispensável da música eletrônica brasileira.
Esta foi a primeira vez que o espetáculo de Gaby Amarantos chegou ao Distrito Federal, um dado que revela a expansão geográfica do tecnobrega nos últimos anos. O que antes era um gênero estritamente ligado às festas de Belém do Pará hoje ocupa palcos de grandes eventos pelo país, e a presença da cantora paraense no Favela Sounds 2026 é a prova mais contundente dessa trajetória. A faixa Foguinho, extraída do disco que bebe diretamente da energia das festas paraenses e da relação entre música e cultura digital, foi um dos momentos altos do show, evidenciando como Gaby consegue manter a essência festiva sem perder a contemporaneidade.
O Favela Sounds 2026, que celebrou duas décadas de existência com dois dias de shows gratuitos nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, reuniu 22 artistas do Brasil, de Uganda e da Tanzânia. A programação contou com estreias importantes, como a de Valesca Popozuda, que homenageou Mr. Catra — padrinho histórico do festival —, além de nomes da nova geração como Kyan, que levou ao palco uma mistura explosiva de rap, trap e funk. A presença internacional ficou por conta do produtor ugandense Faizal Mostrixx, que mescla música eletrônica africana com amapiano, e do tanzaniano DJ Travella, figura de destaque no singeli, gênero que ganha cada vez mais espaço no cenário global.
O que a apresentação de Gaby Amarantos no Favela Sounds revela é um momento de amadurecimento do tecnobrega como movimento. Depois de anos sendo associado apenas ao humor e à exaltação das festas paraenses, o gênero hoje ocupa um espaço de respeito na música eletrônica nacional, com artistas que transitam entre o palco e a cultura digital sem perder a identidade. A escolha de Brasília como nova sede do show é estratégica: a capital federal se tornou um polo relevante para eventos de música eletrônica e cultura alternativa, e receber Gaby Amarantos sinaliza que o tecnobrega não é mais um fenômeno regional, mas uma força artística de escala nacional.
Comparado a apresentações anteriores, o show de ‘Rock Doido’ em Brasília manteve a estrutura de festa que marca as turnês de Gaby, mas com uma pegada ainda mais elaborada, provavelmente fruto da evolução natural do repertório ao longo dos anos. A conexão com o público foi imediata, o que sugere que o tecnobrega encontrou seu público além das fronteiras da Amazônia — e que artistas como Gaby estão pavimentando o caminho para uma nova geração de nomes do gênero.
Com o Favela Sounds celebrando uma década de existência e expandindo suas fronteiras tanto geograficamente quanto em termos de diversidade sonora, fica a expectativa: o que 2027 reserva para o festival? Se a edição deste ano é qualquer indicador, o tecnobrega continuará ocupando um espaço central na programação, ao lado de gêneros como amapiano, singeli e as novas fusões do rap e trap brasileiros. Gaby Amarantos, mais uma vez, provou que sabe comandar um palco e carregar nas costas a responsabilidade de representar uma cena que o Brasil inteiro começa a reconhecer como uma das mais originais e vibrantes da música eletrônica mundial.
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💡 Você sabia que Gaby Amarantos é considerada a ‘Rainha do Tecnobrega’ e foi uma das responsáveis por levar o gênero originário de Belém do Pará para os palcos de todo o Brasil, ajudando a transformar o tecnobrega de fenômeno regional em uma das cenas eletrônicas mais vibrantes do país?
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— Douglas W.


