Fresno celebra dez anos de ‘A Sinfonia de Tudo Que Há’ com show orquestral inédito no Doce Maravilha

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A banda gaúcha se apresenta ao lado da Nova Orquestra no Jockey Club Brasileiro, numa noite que também reúne Raimundos, Dibob e participantes especiais do Charlie Brown Jr.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Fresno comemora 10 anos do álbum ‘A Sinfonia de Tudo Que Há‘ com show completo executado pela Nova Orquestra no Doce Maravilha 2026.
  • A ‘Noite Doce’ reúne também Dibob (25 anos), Raimundos com Thiago Castanho e Marcão Britto, e acontece no Jockey Club Brasileiro, no Rio.
  • Ingressos do segundo lote variam entre R$ 168 (meia) e R$ 336 (inteira), com venda pelo Ingresse.

A Fresno está prestes a viver um dos momentos mais marcantes de sua trajetória no palco. Na próxima quinta-feira, 7 de agosto, a banda gaúcha sobe ao palco do festival Doce Maravilha, no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro, para uma apresentação que promete ser histórica: a execução na íntegra de A Sinfonia de Tudo Que Há, disco lançado em 2016 e que completa uma década de vida, acompanhada pela Nova Orquestra. Não se trata de um simples retorno ao passado, mas de uma releitura ambiciosa que coloca um dos trabalhos mais sofisticados da banda sob as cordas de um arranjo sinfônico, transformando o rock alternativo em algo que beira a ópera contemporânea.

Uma década de maturidade artística

Lançado em 2016, A Sinfonia de Tudo Que Há representou uma virada de página na carreira da Fresno. Até então conhecidos principalmente por suas canções de pop-punk melódico e emo brasileiro dos anos 2000, o grupo — liderado por Lucas Silveira — surpreendeu o público ao incorporar elementos de música eletrônica, arranjos atmosféricos e até referências da música clássica em um mesmo disco. O resultado foi uma obra que beira o conceito de ópera rock, onde cada faixa contribui para uma narrativa maior sobre o universo como uma grande sinfonia. Na época, Silveira explicou: ‘O conceito é de enxergar o universo como uma grande canção, como se o universo fosse um disco de vinil gigante. O Big Bang é a agulha encostando no vinil e nós somos notas nessa sinfonia eterna.’

O álbum contou com participações marcantes, como a de Caetano Veloso em ‘Hoje Sou Trovão’, e trouxe faixas que se tornaram referência na discografia da banda, como ‘Amanhecer’, ‘Quando o Pesadelo Acabar’ e a faixa-título. A formação que gravou o disco — Lucas Silveira (vocal, guitarra, baixo e teclados), Gustavo Mantovani (guitarra), Thiago Guerra (bateria) e Mario Camelo (piano e teclados) — entregou um trabalho que dialogava tanto com a cena rock nacional quanto com uma ambição sonora que ia muito além do convencional.

O que esperar da noite no Doce Maravilha

A apresentação no festival Doce Maravilha promete ser um evento imersivo. A Noite Doce, como ficou conhecida a programação dedicada ao rock e ao emo brasileiros dos anos 1990 e 2000, reúne não apenas a Fresno, mas também o Dibob, que celebra 25 anos de carreira, e os Raimundos, que recebem Thiago Castanho e Marcão Britto — ex-integrantes do Charlie Brown Jr. — para uma participação especial. A Fresno se apresenta por volta das 21h, com todos os 11 faixas de A Sinfonia de Tudo Que Há executadas com arranjos orquestrais completamente diferentes das versões originais, em um espetáculo que promete ressignificar canções como ‘Sexto Andar’, ‘Deixa Queimar’ e ‘Poeira Estelar’ em um contexto sinfônico que amplifica a dramaticidade e a grandiosidade das composições.

Análise: uma afirmação de legado, não de nostalgia

O que a Fresno está fazendo ao escolher celebrar A Sinfonia de Tudo Que Há com uma orquestra vai muito além de uma mera comemoração de aniversário. É uma afirmação de que o disco, na época recebido como ousado e até polarizador, era na verdade uma obra à frente de seu tempo. A decisão de revisitar o álbum com a Nova Orquestra demonstra que a banda reconhece o potencial subestimado dessas canções — muitas delas esquecidas no catálogo posterior, mas que carregam uma riqueza arranjística que ganha nova dimensão quando submetida a cordas e seções de sopro.

Em um cenário onde o rock brasileiro luta por espaço em um mercado dominado por lançamentos de música eletrônica e pop urbano, o Doce Maravilha 2026 funciona como um manifesto. A curadoria da Noite Doce, que coloca Dibob, Raimundos e Fresno lado a lado, não é apenas uma homenagem ao passado — é uma declaração de que a cena alternativa brasileira dos anos 1990 e 2000 produziu obras com profundidade artística que merecem ser revisitadas, reimaginadas e celebradas com a seriedade que a música eletrônica costuma dar a seus grandes nomes.

Os ingressos para a Noite Doce já estão disponíveis na plataforma Ingresse, com valores do segundo lote variando entre R$ 168 (meia-entrada) e R$ 336 (inteira), além da opção solidária por R$ 218,40. A classificação etária é de 16 anos, e a abertura dos portões está marcada para as 17h, com o show da Fresno começando às 21h. Para quem acompanha a banda desde os primeiros álbuns ou para os novos ouvintes que descobriram a Fresno através dessa fase mais experimental, a apresentação no Doce Maravilha pode se tornar um marco — a prova de que A Sinfonia de Tudo Que Há não é apenas um disco do passado, mas uma obra que ainda tem muito a dizer, agora em uma configuração que poucos poderiam imaginar quando Lucas Silveira colocou a agulha no vinil pela primeira vez.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que ‘A Sinfonia de Tudo Que Há’ foi gravado por uma formação de quatro membros — Lucas Silveira, Gustavo Mantovani, Thiago Guerra e Mario Camelo — e que o conceito do álbum foi inspirado na ideia de que o universo inteiro funciona como um vinil gigante, onde o Big Bang seria a agulha tocando a primeira nota?


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— Douglas W.