Brandon Flowers admite cogitar abandonar carreira em momento de crise

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Vocalista do the killers revela incertezas sobre o futuro artístico durante a reta final do lançamento de ‘thrasher‘, novo álbum solo com influências country.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • brandon flowers abriu uma crise existencial sobre o futuro de sua carreira musical em entrevista ao jornal The Times
  • O vocalista do The Killers lança o álbum solo ‘Thrasher’ em 21 de agosto, com influências country gravado em Nashville
  • Apesar das dúvidas, Flowers segue com turnê solo confirmada para o segundo semestre de 2026 pelo Reino Unido, Irlanda e América do Norte

Brandon Flowers, o carismático vocalista do The Killers, está vivendo um dos momentos mais introspectivos de sua trajetória artística — e não tem medo de admitir. Em entrevista ao jornal britânico The Times, o músico abriu o coração sobre uma crise existencial que o levou a questionar publicamente se ainda faz sentido seguir os palcos. O timing, claro, não poderia ser mais inusitado: ele está a poucas semanas do lançamento de ‘Thrasher’, seu novo álbum solo, previsto para 21 de agosto, e já com dois singles — ‘Plans’ e ‘Paradise’ — circulando nas plataformas de streaming.

Essa não é a primeira vez que Flowers coloca em xeque sua relação com a música profissionalmente. Em 2023, ele já havia usado o termo ‘crise’ para descrever as dificuldades em definir os próximos passos do The Killers, após o descarte de um álbum de estúdio que reunia os singles ‘Boy’ e ‘Your Side Of Town’. Na ocasião, o cantor afirmou não conseguir seguir com um projeto que não soava autêntico e declarou se sentir mais realizado com o trabalho de ‘Pressure Machine’, lançado em 2021. Agora, dois anos depois, a reflexão voltou com ainda mais peso — e desta vez o ponto de partida é pessoal, não apenas artístico.

O que emerge da entrevista é um homem que olha para a própria vida com olhos diferentes. Flowers usou a rotina do próprio pai como contraponto para explicar o que sente: o pai frequenta vendas de garagem em busca de molduras para pintar em casa, leva uma vida simples e, segundo o cantor, ‘nunca teve dinheiro na vida e é mais feliz do que eu’. A declaração é reveladora e expõe uma insatisfação que vai muito além da pressão da indústria fonográfica — toca em uma questão de valores, de propósito, de o que realmente importa depois de décadas de estrada.

O desgaste físico das turnês também apareceu como um dos gatilhos dessa reflexão. Flowers admitiu que ‘sempre que termino uma turnê, invariavelmente fico doente’, uma realidade conhecida por artistas que mantêm agendas intensas de shows. Ele citou Mick Jagger, dos Rolling Stones, ainda em atividade aos 83 anos, como um exemplo que o deixa ao mesmo tempo admirado e perplexo: ‘Então penso em Mick Jagger e me pergunto: o que o motiva a continuar subindo naquele palco?’. Para Flowers, a resposta parece estar nos momentos de conexão que só um show ao vivo é capaz de criar: ‘Acho que é porque existem momentos poderosos em um show. Como eu poderia não querer fazer isso?’.

O que torna essa crise particularmente interessante é o contraste com o que está sendo lançado. ‘Thrasher’ não é um álbum de meio de carreira ou um retorno morno — é um projeto ambicioso, gravado em Nashville com produção de Shawn Everett e Jonathan Rado, e com participações de peso como o guitarrista David Rawlings, o pedal steel Bruce Bouton e o veterano gaitista Charlie McCoy, de 85 anos. O disco revisita a infância de Flowers na pequena Nephi, em Utah, quando o pai o levava para passear ouvindo Johnny Cash e Waylon Jennings. É um mergulho nas raízes mais profundas do artista, com influências country que representam uma guinada sonora em relação ao rock dos Killers — e justamente essa autenticidade parece ser o que o mantém em movimento, mesmo com as dúvidas.

Quanto ao The Killers, Flowers adiantou à NME que a banda não deve repetir o som sintetizado dos últimos singles produzidos por Stuart Price. ‘Só vamos lançar se for o melhor. Já discutimos isso. Tem que ser muito bom, senão não vale a pena’, declarou, confirmando que o novo material contará com a formação completa do grupo. A mensagem é clara: não se trata de um adeus, mas de uma exigência de qualidade que só faz sentido quando o artista se importa profundamente com o que entrega. Se essa crise é o prelúdio de um renovação criativa ou o início de um afastamento, só o tempo dirá — mas uma coisa é certa: Brandon Flowers está passando por um dos capítulos mais honestos e vulneráveis de sua carreira, e isso, por si só, já merece atenção.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que o nome The Killers foi inspirado em uma banda fictícia que aparecia no vídeo clipe de ‘Crystal’, da banda New Order? O baixo de um personagem no clipe trazia o logotipo ‘The Killers’, e Brandon Flowers achou o nome perfeito para o grupo que ele e Dave Keuning estavam formando em Las Vegas.


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— Douglas W.