Luke Steele surpreende ao defender uso de inteligência artificial na criação musical

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Vocalista do empire of the sun compara a IA a um pedal de guitarra inteligente e alerta artistas que rejeitam a tecnologia durante o festival Osheaga, em Montreal

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⏱️ Em 5 segundos:

  • luke steele, vocalista do Empire of the Sun, defendeu abertamente o uso de inteligência artificial na criação musical em entrevista no festival Osheaga
  • O artista comparou a IA a um pedal de guitarra inteligente e afirmou que ela empoderará quem souber utilizá-la
  • Steele criticou artistas que rejeitam a tecnologia, alertando que a IA vai ‘engolir’ quem se opõe, em meio a um debate acalorado que envolve nomes como Jack Antonoff e Mac DeMarco

Luke Steele, vocalista da dupla australiana Empire of the Sun, causou impacto ao declarar apoio explícito ao uso de inteligência artificial no processo criativo musical. Em entrevista à iHeartRadio Canada durante o festival Osheaga, em Montreal, o artista não só confirmou que utiliza IA em seu trabalho, como a defendeu com uma energia que surpreendeu até os entrevistadores — e que certainly gerará repercussões nos próximos dias dentro da cena musical global.

O Empire of the Sun sempre se posicionou na vanguarda da experimentação sonora e visual. Desde o aclamado estreia Walking on a Dream (2008), a dupla construiu uma identidade que mistura synthpop exuberante, produções cinematográficas e uma estética teatral inconfundível. Steele, que carrega no próprio visual — com seus olhos pintados e figurinos extravagantes — a essência de um artista que transita entre música e artes plásticas, tem histórico de abraçar ferramentas não convencionais. Nesse contexto, sua abertura à inteligência artificial não surge do nada, mas se alinha a uma trajetória de curiosidade criativa que já o tornou uma figura relevante na eletrônica pop mundial.

A declaração de Steele ganha ainda mais peso quando situada no cenário atual de resistência à IA no mundo da música. Nos últimos meses, nomes de grande peso como Jack Antonoff — que chegou a chamar criadores musicais por IA de expressão dura —, além de Mac DeMarco, SZA e Lorde, manifestaram abertamente sua oposição à tecnologia em processos criativos. A posição desses artistas reflete uma preocupação legítima com a originalidade e o papel do humano na arte. Diante desse cenário, a postura de Steele funciona como um contraponto provocador: ele enxerga a IA não como uma ameaça, mas como mais um instrumento à disposição do músico.

Comparando a inteligência artificial a um “pedal de guitarra muito inteligente”, Steele descomplicou o debate e trouxe a discussão para um território mais palpável para quem vive da criação musical. A metáfora é pertinente: assim como um pedal de distorção ou um delay não substitui o guitarrista, mas amplia seu vocabulário sonoro, a IA poderia funcionar como uma extensão do processo criativo. “Adoro essa batalha. É muito emocionante, humanos contra IA!”, declarou com um entusiasmo que revela não apenas defesa da tecnologia, mas genuíno fascínio pelo que ela pode oferecer ao processo artístico.

Mas Steele não parou por aí. Ao ser questionado sobre quem se opõe à ia na música, o vocalista foi direto e sem concessões: “Acho que é preciso ter cuidado, porque a IA é tão poderosa que vai empoderar os artistas que souberem como usá-la, e eles se tornarão imparáveis. Então, os artistas que são contra, acho que vocês precisam ter cuidado, porque isso vai vir e engolir vocês como um bicho-papão à noite.” As palavras são duras, mas revelam uma convicção profunda de que a resistência, neste caso, pode ser mais prejudicial do que a adaptação. É uma posição que coloca Steele não como um tecnocrata frio, mas como um artista que enxerga na tecnologia um aliado para expandir os limites da criação.

Olhando para o futuro, a declaração de Luke Steele ecoa uma pergunta que a música eletrônica e pop já vinham fazendo há anos: até onde a tecnologia pode ir ao lado da criatividade humana sem comprometer a autenticidade? Se por um lado, nomes como Grimes já abriram portas ao usar ferramentas de IA abertamente — inclusive oferecendo royalties a criadores que utilizem sua voz digitalizada —, por outro, a resistência de artistas consagrados mostra que o debate está longe de ser resolvido. O que a postura de Steele sugere é que, nos próximos anos, a divisão na cena musical não será mais entre quem usa ou não tecnologia, mas entre quem domina essas ferramentas e quem fica para trás. O Empire of the Sun, mais uma vez, pode estar à frente dessa conversa.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que o Empire of the Sun tem uma abordagem profundamente visual em sua música? Luke Steele é também designer e ilustrador, e grande parte da identidade marcante da dupla — desde os figurinos extravagantes nos palcos até a estética dos videoclipes — nasce de seu background nas artes plásticas, algo que faz dele um artista naturalmente inclinado a experimentar com novas ferramentas criativas.


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— Douglas W.