Álbum de 22 faixas que traduz a energia das aparelhagens de Belém completa primeiro aniversário com show marcado para São Paulo no dia 7 de agosto
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⏱️ Em 5 segundos:
- Um ano de marco: Gaby Amarantos completa o primeiro aniversário de “Rock Doido“, álbum de 22 faixas que captura a energia das festas de aparelhagem de Belém do Pará.
- Parcerias explosivas: O disco reúne colaborações com Viviane Batidão, Lauana Prado e Gang do Eletro, além de hits como “Foguinho”, que rendeu o prêmio de Música do Ano no Potências 2025.
- Show em São Paulo: A celebração acontece no dia 7 de agosto com apresentação que promete unir música, projeções e elementos cenográficos da noite belenense.
Completando exatamente um ano de existência, o projeto Rock Doido segue fazendo barulho de forma inesperada. Em entrevista exclusiva à Billboard Brasil, Gaby Amarantos celebrou a data relembrando os bastidores de uma construção que não foi simplesmente um álbum, mas um verdadeiro manifesto cultural nascido da vontade incontrolável de transformar a energia frenética das festas de aparelhagem de Belém do Pará em uma experiência sonora contínua e envolvente para todo o Brasil.
Lançado em agosto de 2025, Rock Doido foi estruturado em parceria com o coletivo Altar Sonoro como um set contínuo de 22 faixas rápidas e interligadas, simulando com precisão cirúrgica a experiência de uma pista de dança comandada por DJs paraenses — sem pausas, sem respiros, sem concessões. A ideia ousada de eliminar as barreiras tradicionais entre as faixas transformou o disco em algo que funciona tanto como uma obra de estúdio quanto como uma trilha sonora viva das festas que tomam as noites de Belém.
Entre as colaborações que tornaram o projeto ainda mais marcante, destacam-se parcerias que atravessam gêneros e gerações. “Te Amo Fudido”, gravada ao lado de Viviane Batidão — uma das figuras mais imponentes do tecnobrega —, “Não Vou Chorar”, que une Gaby à cantora sertaneja Lauana Prado, e “Tumbalatum”, faixa enérgica que conta com a força do grupo Gang do Eletro. Já “Carregador de Aparelhagem” resgata clássicos e presta uma homenagem profunda à herança cultural das periferias do Norte do país, onde a música eletrônica brasileira tem suas raízes mais genuínas e menos exploradas pelo mercado.
O impacto de Rock Doido vai muito além das métricas de streaming ou das paradas de sucesso. Trata-se de um trabalho que obrigou o mercado musical brasileiro a olhar para uma cena que, durante décadas, ficou confinada ao circuito regional. A conquista do prêmio de Música do Ano no Potências 2025 com o hit “Foguinho” é apenas um reflexo de como este álbum ressoou não apenas na carreira de Gaby, mas na própria forma como a música brasileira enxerga suas diversidades regionais. O que antes era considerado nicho agora ocupa o centro do debate nacional.
Do ponto de vista artístico, a ousadia de Gaby Amarantos em construir um álbum que não segue a lógica convencional de faixas isoladas representa uma evolução significativa em sua trajetória. Enquanto seus trabalhos anteriores já sinalizavam uma aproximação com sonoridades mais urbanas e eletrônicas, Rock Doido consolida essa direção com uma coerência rara. A experiência de escuta contínua proposta pelo projeto lembra a lógica dos mixtapes de DJ, mas com a curadoria e a intencionalidade de quem entende que a música eletrônica brasileira tem uma identidade própria que não precisa se dobrar a padrões internacionais para ser relevante.
Para celebrar este marco, Gaby Amarantos se apresenta em São Paulo no dia 7 de agosto, em um espetáculo que promete reunir música ao vivo, projeções visuais, coreografias e elementos cenográficos inspirados diretamente na noite belenense. O evento não é apenas uma comemoração — é uma afirmação de que a cultura das aparelhagens paraenses merece ocupar os grandes palcos do país. Depois de um ano que provou a força e a ressonância de Rock Doido, o que se espera agora é que outros artistas e gravadoras reconheçam o potencial infinito dessa cena, abrindo portas que ainda estão entreabertas para uma das tradições musicais mais vibrantes e criativas do Brasil contemporâneo.
💡 Você sabia que Gaby Amarantos ficou conhecida como a “Rainha do Tecnobrega” e foi uma das grandes responsáveis por levar o gênero parao centro da cena musical brasileira, ajudando a popularizar as aparelhagens paraenses além das fronteiras do Norte do país?
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— Douglas W.


