Executivos da plataforma destacam papel central da ONErpm na exportação de ritmos urbanos e a nova cara da independência artística.
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⏱️ Em 5 segundos:
- ONErpm se reinventa como empresa de música e tecnologia, rompendo categorias tradicionais.
- funk brasileiro ganha força global com apoio da plataforma na exportação.
- Independência é redefinida como controle total sobre carreira do artista.
O funk brasileiro está conquistando o mundo, e a ONErpm aparece como um dos principais aceleradores desse movimento. Em entrevista ao podcast Cabos e Cases, os executivos Nando Machado e Luiz Garcia revelaram como a plataforma, que começou abraçando estilos urbanos marginalizados, hoje atua como uma espécie de “Nações Unidas da música”, conectando artistas de todos os perfis — das majors globais aos independentes mais autênticos.
Da distribuidora ao ecossistema global
Enquanto as gravadoras tradicionais seguiam um modelo pesado — poucos artistas, muitos funcionários —, a ONErpm tomou um caminho oposto: entrou com muita gente e operou quase que totalmente no modelo do-it-yourself. Hoje, segundo Luiz Garcia, a empresa não se encaixa mais em nenhuma categoria fixa. “Ela não é mais nem gravadora, nem distribuidora, nem nada. Ela é uma empresa de música e tecnologia”, afirmou, destacando a transformação da plataforma em um hub multifuncional para a indústria.
Funk, fãs e o calor do público brasileiro
O fenômeno “Come to Brasil” nas redes sociais ilustra a intensidade com que artistas internacionais se sentem atraídos pelo público brasileiro. Uma cineasta americana chegou a produzir um documentário sobre o assunto, surpresa com o fervor do fandom brasileiro. Para Nando Machado, esse calor é único: “Todo artista fala isso”. E a ONErpm, com forte presença no Brasil — que responde por quase metade da operação global —, está no centro dessa onda de exportação, especialmente do funk, que hoje é comercializado em escala mundial.
Redefinindo a independência
No cerne da conversa está a nova definição de artista independente. Para Nando Machado, o fator-chave não é o selo ou a distribuição, mas o controle sobre a carreira. “Uma diferença de estar numa agregadora como a ONErpm ou numa major é que, na agregadora, o artista decide quando vai lançar, o que vai lançar e como vai lançar”, explicou, citando Marisa Monte como exemplo de autonomia que antecipou o movimento. O modelo proposto pela ONErpm permite que artistas mantenham sua voz criativa intacta, sem abrir mão de alcance global.
E o que vem por aí?
Com o funk já no mapa global, a ONErpm aposta em expandir ainda mais a presença da música brasileira no exterior. O desafio agora é manter a autenticidade dos ritmos urbanos enquanto se espalha pelo mundo. Para os executivos, o momento é de aproveitar essa atenção internacional não apenas para exportar, mas para elevar o patamar da produção e da visibilidade da cena brasileira como um todo. A independência, nesse novo contexto, deixa de ser uma alternativa e se torna uma estratégia poderosa.
💡 Você sabia que o escritório brasileiro da ONErpm representa quase metade da operação global da empresa?
— Douglas W.


