Neil Young e The Chrome Hearts revelam álbum ‘Second Song’ com sonoridade acústica

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Novo disco, gravado em Shangri-La Studios, traz sete canções e será lançado em 18 de setembro pela Reprise Records.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Neil Young e The Chrome Hearts anunciam o álbum ‘Second Song‘, com lançamento em 18 de setembro pela Reprise Records.
  • O álbum foi gravado em Shangri-La Studios, em Malibu, com produção de Lou Adler e The Volume Dealers.
  • A obra traz sete canções, cinco inéditas e duas versões inéditas, com sonoridade predominantemente acústica.

Neil Young não para mais. Com a banda The Chrome Hearts ao seu lado, o cantor e compositor anunciou o novo álbum ‘Second Song’, um projeto que promete mergulhar no universo acústico e introspectivo que marcou sua carreira. O disco, com lançamento confirmado para 18 de setembro pela Reprise Records, foi gravado em Shangri-La Studios, o temido local em Malibu que já viu gravações lendárias, incluindo ‘Harvest’ (1972). A faixa-título já está disponível, oferecendo um primeiro vislumbre da atmosfera nostálgica que envolverá o álbum completo.

Contexto e história: uma parceria que evolui

The Chrome Hearts não é uma banda qualquer. Formada por músicos de peso — Anthony LoGerfo (bateria), Corey McCormick (baixo), Micah Nelson (guitarra) e Spooner Oldham (teclado) — o grupo representa uma evolução natural na trajetória de Young. A colaboração remete a décadas de amizade e respeito mútuo, especialmente com Spooner Oldham, que já tocou em clássicos como ‘Harvest’ e ‘After the Gold Rush’. A escolha de Shangri-La Studios reforça a intenção de Young de voltar às raízes analógicas, algo que tem caracterizado seus últimos anos de produção.

A produção do álbum é outra história a ser contada. Comandada por Lou Adler — lendário produtor que trabalhou com The Eagles, Carole King e até mesmo Young em ‘Harvest’ — e pela dupla The Volume Dealers, composta por Young e Niko Bolas, a produção de ‘Second Song’ parece equilibrar a espontaneidade dos anos 70 com a maturidade sonora de hoje. A gravação em formato analógico não é novidade para Young, mas o contexto de Shangri-La dá ao álbum uma aura quase mítica, como se o tempo tivesse parado para capturar a essência do momento.

Análise e opinião: mais do que nostalgia, uma reconexão

Se ‘Second Song’ soa como uma viagem no tempo, isso é intencional. A sonoridade predominantemente acústica, com influências de folk e country-rock, ecoa discos clássicos como ‘Comes A Time’ (1976) e ‘Prairie Wind’ (2005). Mas não se trata de uma repetição viciada. Young, apesar dos 79 anos, demonstra que ainda tem histórias para contar — e formas renovadas de contá-las. A faixa-título, com sua melodia lenta e letras que falam sobre palavras emergindo ao longo do tempo, é um exemplo disso.

Esperar por ‘Second Song’ também significa esperar por uma reflexão sobre o tempo.**

Young, que sempre misturou pessoal e político, parece aqui se voltar para o íntimo. As cinco canções inéditas, junto com versões inéditas de ‘Casting Me Away From You’ e ‘I’ll Love You Forever’, criam um diálogo entre passado e presente. A inclusão de ‘Soon I Might Be Going’, uma referência sutil a ‘Heart of Gold’, sugere que Young está revisitando sua própria mitologia, sem cair no retropessimismo.

Perspectiva: o que vem depois?

Com ‘Second Song’, Neil Young reafirma que sua força criativa não envelencece — ela se transforma.**

O álbum será lançado em vinil, CD e plataformas digitais, um formato que agrada tanto aos puristas analógicos quanto aos fãs digitais. Mais do que um lançamento, pode ser uma transição: Young tem mostrado interesse em explorar novas sonoridades (como em ‘World Record’ com Promise Truth), e ‘Second Song’ pode ser o pontapé inicial para novas experimentações. Para a cena folk-rock, o álbum é uma lembrança de que, mesmo em uma era de algoritmos, a autenticidade ainda tem espaço — e voz.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Neil Young já gravou em Shangri-La Studios, o mesmo local onde Bob Dylan gravou ‘Blood on the Tracks’ e onde Young gravou ‘Harvest’ em 1972?


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— Douglas W.