Lauana Prado revela força da série ‘Raiz’ com sexta indicação ao Grammy Latino

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Raiz BH‘ consolida a trajetória da cantora e coloca o sertanejo em destaque na 27ª edição da premiação internacional.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Lauana Prado recebe sua sexta indicação ao Grammy Latino com o álbum ‘Raiz BH’ na categoria Melhor Álbum de Música Sertaneja.
  • A série ‘Raiz’ se tornou um fenômeno: todos os três volumes foram indicados em edições consecutivas do prêmio.
  • ‘Raiz BH’ foi gravado ao vivo no Mineirão com 35 faixas e participações de nomes como Zezé Di Camargo e Elba Ramalho.

A sertaneja que não para: Lauana Prado escreve um capítulo histórico com a sexta indicação ao Grammy Latino

Quando o nome de Lauana Prado apareceu mais uma vez na lista de indicados ao Grammy Latino, desta vez com o álbum “Raiz BH” na categoria de Melhor Álbum de Música Sertaneja, não se tratava apenas de mais uma conquista — era a confirmação de que a artista transformou um projeto pessoal em uma das narrativas mais consistentes da música brasileira contemporânea. A sexta indicação, anunciada nesta quarta-feira (16) para a 27ª edição da premiação, coloca a cantora ao lado de nomes como Ana Castela, Luan Santana, Simone Mendes e Traia Véia numa disputa que promete acirrada.

Para entender a dimensão do que Lauana construiu, é preciso voltar a 2023, quando o primeiro volume do projeto “Raiz” estreou com uma proposta ousada: resgatar as raízes sertanejas em um formato intimista, gravado na Casa do Lago, na Estância Alto da Serra (SP), com pot-pourris que misturavam clássicos da cultura caipira em arranjos contemporâneos. Na época, poucos imaginariam que a série se tornaria um fenômeno contínuo. O álbum de estreia foi indicado em 2023; “Raiz Goiânia (Ao Vivo)”, em 2024, emplacou o medley “Me Leva Pra Casa / Escrito nas Estrelas / Saudade” no topo do Spotify Brasil e contou com participações de peso como Milionário e Fred e Fabrício; e agora “Raiz BH”, gravado em maio de 2025 na Esplanada do Mineirão, eleva o projeto a um patamar de grandiosidade que inclui 35 faixas e uma lista de convidados que atravessa gerações do sertanejo — de Zezé Di Camargo e Elba Ramalho a Roberta Miranda, Gian e Giovani, além de Murilo Huff e Diego e Victor Hugo.

O que torna essa trajetória particularmente notável é a evolução sonora e conceitual do projeto. Se os registros iniciais tinham um caráter mais próximo e quase caseiro, “Raiz BH” demonstra uma maturidade que vai além da simples ampliação do palco. Lauana não apenas comanda a interpretação, mas assume a produção musical — um duplo papel que revela seu amadurecimento como gestora da própria carreira. O álbum transita por diferentes gerações do sertanejo com um repertório que resgata clássicos como “Pra Você Lembrar de Mim”, “Fama de Ruim” e “Par de Olhos”, provando que a conexão com as raízes não é nostalgia, mas projeto estratégico de identidade artística.

Do ponto de vista analítico, a indicação de “Raiz BH” revela uma mudança de paradigma no sertanejo que o próprio Grammy Latino parece reconhecer. Enquanto o gênero passou por anos sendo marginalizado em premiações internacionais, a presença consistente de artistas como Lauana — com um projeto conceitual coeso e de alta qualidade técnica — mostra que o sertanejo deixou de ser apenas um fenômeno comercial para se tornar uma proposta artística legítima e competitiva em âmbito global. A disputa contra Ana Castela, que vem conquistando espaço com sua sonoridade mais bruta e autoral, e contra Simone Mendes, que representa a tradição de uma artista consolidada, torna a categoria especialmente representativa dos rumos que o gênero pode tomar.

Os números reforçam a tese da relevância cultural. Com certificado de Platina e mais de 250 milhões de reproduções nas plataformas digitais, “Raiz BH” não é apenas um álbum premiável — é um produto que ressoou massivamente com o público. A capacidade de Lauana de equilibrar a experimentação sonora com a acessibilidade comercial é, talvez, o segredo por trás de uma série que parecia íntima no início e se tornou monumental. Ser produtora e intérprete simultaneamente a coloca em posição de rara autonomia criativa dentro de um mercado que frequentemente exige concessões.

Olhando para frente, a perspectiva é de que “Raiz BH” não seja o fim, mas mais um marco de uma saga que ainda tem muitas histórias para contar — e a própria Lauana deixou isso claro em seu comunicado. A próxima parada, dia 5 de dezembro em Belo Horizonte, será também um reencontro emocionante: o retorno aos palcos após dar à luz Dom, seu primeiro filho, promete ser um momento de celebração que transcende a música. Se o Grammy Latino vier a coroar a série “Raiz”, será não apenas uma vitória individual, mas o reconhecimento de que o sertanejo, em sua forma mais autêntica e ambiciosa, tem espaço para brigar por lugar no mapa musical mundial. Lauana Prado provou que raízes profundas sustentam voos altíssimos.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Lauana Prado é uma das poucas artistas brasileiras a ter todos os volumes de uma mesma série indicados ao Grammy Latino em edições consecutivas? Um feito raro que reflete a consistência artística e comercial da carreira.


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— Douglas W.