Pedro Sampaio estreia no Palco Mundo e surpreende com mar de leques no Rock in Rio

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DJ estreia no palco principal do festival com set de 28 músicas e 25 mil leques amarelos distribuídos pela Ipiranga; público virou parte do espetáculo.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Pedro Sampaio estreou no Palco Mundo do Rock in Rio após passagem pelo Sunset em 2024
  • Mais de 25 mil leques amarelos distribuídos pela Ipiranga transformaram o público em parte do espetáculo
  • Set de 28 músicas incluiu hits como Jetski (31 semanas no Hot 100), Poc Poc, Galopa e Sequência Cunt com convidados

O dia em que o gramado virou palco

Há quem estreia no Palco Mundo do Rock in Rio com nervosismo. Pedro Sampaio estreou com uma ordem clara ao público: “Abraça o amigo e pula”. E a resposta veio em forma de 25 mil leques amarelos balançando ao uníssono, distribuídos pela Ipiranga em parceria com a organização do festival. A tarde de sábado (12) não foi apenas mais uma apresentação — foi a consolidação de um artista que deixou de ser promessa para se tornar nome obrigatório na lógica dos festivais brasileiros.

Do YouTube ao principal palco do maior festival de música do país

Vale lembrar o caminho: depois de passar pelo Palco Sunset em 2024, Pedro Sampaio finalmente ocupou o espaço que todo artista pop brasileiro ambiciona. O Palco Mundo do Rock in Rio às 16h30 com lotação máxima não é coincidência — é resultado de uma trajetória que começou em 2016 com “Boladona” no YouTube e explodiu com uma sequência de hits que dominam não só o streaming, mas também as paradas da Billboard Brasil. “Jetski”, por exemplo, completou 31 semanas no Hot 100, feito raro para o segmento.

Leques como instrumento: quando a marca vira parte do show

A ação da Ipiranga com o conceito “Parada Completa” foi além da distribuição de brindes. Os leques se tornaram um elemento cênico: vistos de longe, formavam um mar amarelo em movimento; na multidão, integravam a coreografia espontânea. Durante “Sequência Cunt”, com Isma Almeida, Vita Pereira e Clementaum no palco, o abrir e fechar dos milhares de leques criou uma camada visual que o setlist sozinho não conseguiria entregar. Pedro testou diferentes modelos até encontrar o ideal — não só pela estética, mas pelo som e pela dinâmica de interação.

Análise: espetáculo ou merchandising disfarçado?

É preciso ser honesto: o conteúdo original é publicitário. Mas o fato em si merece análise independente. A estratégia de colocar a marca nas mãos do público — e não à margem do palco — funcionou porque Pedro Sampaio construiu um show que precisa da energia coletiva. Diferente de DJs que ficam isolados atrás de decks, o artista puxa coro, abre espaço para a pista e transforma apresentação em experiência. Os leques não foram invasão da marca no evento; foram extensão natural de uma performance que já é participativa por natureza.

O que fica depois do último acorde

O momento em que ficou difícil distinguir onde terminava o espetáculo planejado e onde começava o criado pelo público é raro em festivais. Significa que Pedro Sampaio não apenas ocupou o Palco Mundo — ele o habitou. O desafio agora é manter essa energia fora do festival: como transformar esse status de “evento único” em uma carreira sustentável no cenário nacional? A resposta pode estar na mesma fórmula que funcionou no Rock in Rio: proximidade, interação e uma estética que transforma fãs em protagonistas.

Perspectiva: o próximo movimento

Com o Palco Mundo conquistado, a expectativa é saber se Pedro Sampaio vai capitalizar esse momento com lançamentos inéditos ou se preferirá consolidar o repertório atual — um risco em tempos de renovação constante na cena pop/eletrônica brasileira. O que é inegável: depois desse sábado, o nome do DJ está permanently escalado para os principais line-ups do país. Os leques amarelos podem até guardar poeira, mas a estreia no palco principal ficou registrada.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Pedro Sampaio começou a ganhar destaque em 2016 com o hit ‘Boladona’ postado no YouTube, e que antes de virar DJ profissional ele estudava design gráfico na Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro?


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— Douglas W.