Depois de meses de teaser, o ícone do techno melódico reimagina um dos maiores hinos indie-eletrônicos da década de 2010 — e o resultado é surpreendentemente ousado.
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⏱️ Em 5 segundos:
- Maceo Plex solta finalmente o remix de ‘DNA’ da Empire of the Sun, faixa que estava sendo há meses nas expectativas dos fãs.
- A versão transforma o indie-electro original em uma jornada de techno melódico com pegada underground.
- Lançamento pela Universal Music sinaliza nova fase de colaborações entre o techno de pista e o pop eletrônico alternativo.
Depois de meses circulando em prévias e comentários nos bastidores, Maceo Plex finalmente colocou no ar o remix de “DNA”, clássico de 2013 da dupla australiana Empire of the Sun, agora oficialmente distribuído pela Universal Music. A espera valeu a pena — e o resultado é prova de que o produtor cubano-americano ainda é uma das mentes mais criativas quando o assunto é releitura de melodias icônicas.
Para quem não lembra, “DNA” explodiu em 2013 como um dos hinos do indie eletrônico mundial, misturando synth-pop barroco com uma energia quase cinematográfica. A faixa, extraída do álbum “Ice on the Dune”, atravessou gerações e segue sendo uma das mais reconhecíveis da cena alternativa. Agora, Maceo Plex pega essa estrutura e a desmonta completamente, devolvendo-a em uma nova dimensão sonora.
Maceo Plex — nome real Marcos Cabral — construiu uma carreira sólida em gravadoras como Ellum Audio e Anjunadeep, além de seu projeto paralelo Maetrik. É um artista que entende profundamente a arquitetura melódica da música eletrônica, e isso fica evidente desde os primeiros segundos do remix, onde camadas de pads atmosféricos dão lugar a uma progressão de techno melódico que não nega suas raízes de pista, mas amplia o espectro emocional da faixa original.
O que torna esta releitura tão interessante é o contraste deliberado. O original de Empire of the Sun é festivo, quase teatral, com vocais etéreos de Luke Steele flutuando sobre synths brilhantes. Maceo Plex stripa essa exuberância e a reconstrói com uma paleta mais sombria, filtrando a alegria pop através de uma lente techno — mas sem perder a essência melódica que faz “DNA” ser tão memorável. É o tipo de remix que funciona tanto em clubes quanto em headphones, uma raridade nos dias de hoje.
Do ponto de vista da carreira de ambos os lados, este lançamento é simbólico. Para Empire of the Sun, significa que sua música ainda tem fôlego para novas interpretações anos depois do lançamento original — um sinal de atemporalidade. Para Maceo Plex, é uma demonstração de versatilidade que vai além do techno puro, mostrando que ele pode dialogar com o pop eletrônico sem perder credibilidade underground. A escolha da Universal Music como distribuidora também indica um movimento estratégico: abrir o som do produtor para audiências mais amplas sem comprometer sua identidade.
Olhando para frente, este remix pode ser o prelúdio de uma série de colaborações inesperadas entre o techno de pista e o pop eletrônico alternativo — uma tendência que já vinha sendo sinalizada por outros nomes, mas que ganha peso com a assinatura de Maceo Plex. Se você ainda não ouviu, pare tudo e dê uma chance a esta releitura: é daqueles casos raros em que a expectativa não só foi atendida, como superada.
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— Douglas W.


