Ella Romand revela rework de ‘More Love’ com influência brasileira e instrumentos ao vivo

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Produtora franco-brasileira transforma faixa indie eletrônica de Husa & Zeyada em groove de pista, mantendo alma hipnótica e alma brasileira.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Ella Romand transforma ‘More Love’ de Husa & Zeyada em versão dancefloor com bassline no Moog Subsequent 37 e acordes de piano house.
  • Produtora franco-brasileira mantém caráter hipnótico indie dance original enquanto eleva a energia para pistas.
  • Lançamento saiu pela Husa Sounds em 18 de setembro e reforça a proposta de instrumentação ao vivo da artista.

Ella Romand não faz remix por reprodução — faz remix por reinvenção. É assim que sua nova versão de “More Love”, faixa original de Husa & Zeyada, chega ao público: uma transformação que vai do indie eletrônico contemplativo para um groove de pista envolvente, sem perder a essência hipnótica que faz a faixa funcionar desde o primeiro play. Lançada pela Husa Sounds em 18 de setembro, a releitura da produtora franco-brasileira é prova de que o remix contemporâneo pode ser tanto técnico quanto emocional.

A jornada de Ella pela música começou cedo — aos cinco anos, já aprendia piano de ouvido no sul do Brasil. Treinamento clássico, influências da música brasileira e do pop, e depois a eletrônica — com Sasha e seu “Involver” como marcos — moldaram uma artista que se mudou para Curitiba aos 16, mergulhou na cena noturna local e depois seguiu para Miami, onde estudou Music Technology na Florida International University. O ponto de virada veio ao vencer a competição de mixes da Electric Pickle e garantir residência no lendário Do Not Sit On The Furniture, palco que lançou diversas carreiras na cena de Miami.

Fora dos estúdios, Ella construiu um ecossistema próprio: a Ellaments nasceu como plataforma de rádio e hoje é um projeto cultural que reúne música eletrônica com músicos ao vivo, artistas visuais e iniciativas de sustentabilidade — tudo isso com mais de 500 mil plays e uma comunidade crescente. Não é à toa que sua colaboração com a New World Symphony, onde dividiu palco com mais de 80 músicos, se tornou um dos marcos da sua carreira: lá, a fronteira entre clássico e eletrônico simplesmente desaparece.

O que torna esse rework de “More Love” diferente de tantos outros que poluem as playlists? A coerência. Ella não impõe uma estética externa à faixa — ela a expande. A bassline groovante no Moog Subsequent 37, os acordes de piano com cara de house e a manutenção dos vocais originais criam uma ponte orgânica entre o indie dance e a pista. O resultado é uma versão que dança tão bem quanto a original respira — e isso, na era dos remixes descartáveis, é um gesto raro de respeito artístico.

Essa abordagem coloca Ella Romand em um segmento cada vez mais disputado: o da house orgânica e melódica com identidade ao vivo. Enquanto nomes como Nora En Pure, Bob Moses e Lee Burridge exploram territórios similares, a produtora se diferencia justamente pela instrumentação real — teclas, grooves construídos ao vivo, uma pegada que lembra a cena de Curitiba onde tudo começou. É uma assinatura que já a levou a palcos como Ultra Music Festival, Burning Man, SXM Festival e Lightning In A Bottle, além de compartilhar lineup com Rodriguez Jr., Eli & Fur e Nick Warren.

Olhando para frente, esse rework de “More Love” pode ser o cartão de visitas perfeito para uma artista que ainda tem muito a explorar além dos decks. Com a Ellaments ganhando escala, a volta às raízes brasileiras cada vez mais presente em suas produções e um repertório que equilibra técnica clássica com sensibilidade de pista, Ella Romand está posicionada não apenas para acompanhar a cena — mas para ajudar a redirecioná-la. O próximo passo? Provavelmente um trabalho autoral que una ainda mais o mundo ao vivo e o digital, e que confirme de vez o que esse remix já deixa claro: ela é uma das vozes mais originais da house orgânica atual.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Ella Romand começou a aprender piano de ouvido aos cinco anos no sul do Brasil, sem aulas formais iniciais, e só depois seguiu com treinamento clássico — uma trajetória que explica sua abordagem única entre piano erudito e produção eletrônica?

— Douglas W.