Após um hiato de sete anos, a roqueira baiana lança seu sexto disco autointitulado, um retorno que mistura guitarras afiadas com experimentações inesperadas.
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⏱️ Em 5 segundos:
- Pitty lança seu primeiro Álbum inédito em sete anos, intitulado simplesmente “Pitty”.
- O disco de 13 faixas traz guitarras marcantes, influências do Rock alternativo e até mesmo batidas de hip‑hop, mostrando uma artista que ainda se reinventa.
- A turnê já começou com casas lotadas no Brasil e novos shows são aguardados para 2025.
Pitty retorna após um silêncio de sete anos com um álbum que parece ser seu primeiro disco verdadeiro. O disco homônimo, composto por 13 faixas inéditas, chega às plataformas nesta sexta-feira (16) pela Deck e traz a roqueira baiana de volta às origens, mas com a maturidade de quem não para de experimentar.
O último trabalho de estúdio da artista, “Matriz” (2019), marcou o fim de um ciclo. Depois disso, Pitty deu um tempo para escutar a si mesma e se reorganizar. O hiato não foi apenas um intervalo, mas um momento de introspecção que a levou de volta ao violão, assim como nos primeiros anos de carreira, quando compunha em seu quarto em Salvador. Desta vez, porém, ela foi além das letras e melodias, montando um estúdio caseiro onde criou riffs, arranjos e demos antes mesmo de entrar em um estúdio profissional.
O produtor de longa data, Rafael Ramos, foi o primeiro a ouvir as novas criações. Segundo ele, as ideias já vinham prontas nas demos: o riff, a batida, o crescimento do refrão e até mesmo as quebras de bateria estavam todos presentes. Essa autonomia criativa fez com que o processo de produção fosse fluido, sem a necessidade de grandes reformulações. O resultado é um álbum que preserva a identidade roqueira de Pitty, mas amplia seus limites sonoros.
Musicalmente, “Pitty” mantém o rock como língua materna, mas não se limita a ele. Faixas como “Sobremesa” apresentam um riff de guitarra marcante com um refrão de forte apelo melódico, enquanto “Armadura” explora um rock mais dançante e homenageia Clarice Lispector. “Desobediente” mistura referências melódicas de várias tradições com uma batida de hip‑hop e o peso do rock, mostrando uma artista que transita com naturalidade entre gêneros. A produção conta ainda com colaborações de Nave e Felipe Vassão, que ajudam a aproximar as guitarras da pista de dança.
Analisando o disco como um todo, percebe-se que Pitty não só revisita suas raízes, como também as reinventa. A compositora que começava com um violão solitário agora constrói arranjos complexos, sem perder a intensidade de quem sempre quis desafiar as fronteiras do rock brasileiro. O álbum é um reflexo de uma carreira consolidada, mas também do impulso de uma artista que continua curiosa e inquieta. Em termos de cena, o Lançamento reforça a importância de mulheres na Música Brasileira que conseguem transversalizar gerações, mantendo-se relevantes sem abrir mão da experimentação.
O retorno não se limita ao vinil e ao streaming: a turnê já começou com casas lotadas em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Vitória, e seguirá por outras cidades até dezembro. O sucesso dos primeiros shows indica que o álbum tem potencial para se tornar um dos marcos da música brasileira em 2025, consolidando Pitty como uma voz indispensável tanto no rock quanto na cultura musical do país.
💡 Você sabia que Pitty já vendeu mais de cinco milhões de discos no Brasil, tornando-se uma das artistas femininas mais influentes do rock nacional?
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— Douglas W.


