O DJ carioca revela como a música eletrônica brasileira está conquistando festivais nacionais com estilo único e empoderamento criativo.
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⏱️ Em 5 segundos:
- Carlos do Complexo se apresenta no Primavera Sound 2026
- Discute superação de preconceitos contra o funk na música eletrônica
- Novidades sobre novos lançamentos e projetos futuros
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>Carlos do Complexo traz funk ao Prêmio SP: ‘Aceitação vem de fora pra dentro’<
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O reconhecimento internacional do funk brasileiro abriu caminho para que gêneros como o dele ganhassem espaço nos grandes festivais do Brasil, e a programação do Primavera Sound São Paulo 2026 consolidou essa mudança. Na entrevista à Billboard Brasil, o DJ e produtor carioca explicou que a aceitação do funk na música eletrônica veio de fora — através de produtores estrangeiros que começaram a incorporar batidas, samples e referências do gênero em suas composições. Para Carlos, essa tendência mostra que a música brasileira pode expandir-se sem perder sua identidade única.
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>Preconceito e resistência nas pistas de festival<
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Durante anos, existiu um certa rigidez no mercado da música eletrônica que impedia artistas como o próprio Carlos de terem maior visibilidade em linhas de festival. «Não era tão legal assim falar que fazia funk», confessa, descrevendo como o preconceito infligia até decisões profissionais sobre quais artistas poderiam ser incluídos nos line-ups. A experiência de ver produtores estrangeiros integrarem elementos do funk em seus works demonstrou que a barreira está menos na música e mais nas mentalidades que precisam ser questionadas.
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>Do underground ao palco principal<
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Com o lançamento no Primavera Sound, Carlos preparou um repertório específico que mescla funk carioca, techno e referências latinas com melodias melancólicas — uma linguagem que reflete tanto sua trajetória pessoal quanto as influências do cenário underground local. Sua presença no evento de 5 e 6 de dezembro, junto a nomes como Gorillaz e Arca, representa uma ponte entre o underground e o mainstream eletrônico. O DJ também menciona que participa do Primavera na Cidade em 2023 e agora planeja um conjunto diferente para o festival de SP, com produções inéditas e faixas que costumava apresentar em ambientes mais íntimos.
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>Novos horizontes e parcerias globais<
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Além do show no Primavera, Carlos trabalha em projetos que incluem parcerias com Papatinho e a produção dos álbuns EQUILIBRIUM e EQUILIBRIUM II de Anitta, em trabalhos que cruzam pop, funk e eletrônica latina. Essa colaboração com Anitta marcou uma mudança significativa: durante muito tempo, o produtor manteve distância do mainstream por acreditar que não conseguiria acrescentar sua identidade musical a esses projetos. Agora ele sente que está pronto para contribuir com o som que existe nas ruas e nos clubes pequenos, transformando essas nuances em composições que carregam sua história pessoal.
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>Próximos capítulos e impacto cultural<
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Para Carlos, o interesse internacional pela música brasileira ainda tem espaço para crescer, especialmente ao contemplar a diversidade entre Manaus, Belém, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. Esse contraste geográfico revela quantas variáveis ainda podem ser exploradas positivamente na cena eletrônica nacional. Enquanto prepara o próximo trabalho para o selo Club Romantico, em Manufacturing, a ideia de EP já virou projeto de álbum, uma evolução natural do processo criativo que começa nos estúdios e termina nas pistas de festival.
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O show no Primavera Sound representa um marco de autoconfiança para o DJ, que diz ser um dos eventos mais importantes do ano e compromete-se a dar o melhor para ser especial. Esse movimento individual contribuirá para o reconhecimento crescente do funk como gênero legítimo dentro da música eletrônica, abrindo portas para mais artistas que buscam romper barreiras culturais e sonoras.
Mídia / Redes Sociais:
— Douglas W.


