Uma abordagem inovadora sobre letramento de futuros na era da inteligência artificial
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⏱️ Em 5 segundos:
- Workshop com Karen Cavalcanti sobre o futuro da música e IA
- Participação especial de emicida e OH Inteligência Estratégica
- Reflexão sobre letramento de futuros na era digital
Como será o futuro da música? O workshop “Explorar. Questionar. Imaginar. Construir — Remixando os próximos 20 anos da música” prometido pela OH Inteligência Estratégica convida profissionais da música, comunicação, marketing e economia criativa a repensarem o cenário sonoro que nos espera. A proposta vai além de previsões de tendências: busca entender como a inteligência artificial, a streaming e as relações diretas entre artistas e fãs estão transformando a indústria de ponta a ponta.
Karen Cavalcanti, chefe de operações artísticas e de negócios de Emicida, abrirá a sessão de abertura no dia 3 de novembro, conectando sua trajetória na Natura Musical — uma das plataformas mais importantes para incentivo à produção e diversidade da música brasileira — com as mudanças estruturais que o mercado enfrenta. A masterclass é um momento estratégico para discutir como a indústria pode se adaptar às novas dinâmicas tecnológicas sem perder a essência artística.
O workshop propõe uma abordagem diferente das previsões habituais no setor musical. Em vez de tentar acertar qual será o próximo formato ou gênero, a metodologia parte do princípio de que não existe um único futuro possível. Existem múltiplos cenários que podem ser explorados, questionados e imaginados, e as escolhas feitas no presente têm papel decisivo na construção de cada um deles. Essa filosofia de letramento de futuros — ensinar a pensar de forma estratégica sobre incertezas — é rara e valiosa em um mercado saturado de anúncios de tendências.
Para quem participa, a lição vai além da teoria: conecta o percurso profissional de Emicida, que recentemente lançou o retorno de Planet Hemp após duas décadas, à carreira de artistas independentes que construíram carreiras em um ambiente digital. A executiva de Emicida traz uma perspectiva única sobre como grandes marcas, gravadoras e artistas independentes podem navegar juntos nesse novo território, onde a inteligência artificial e a tecnologia estão reconfigurando parcerias, revenue streams e a própria definição de o que significa ser artista.
O impacto desse evento vai além da sala de workshops. Ao unir fundamentadores do letramento de futuros com uma das vozes mais reconhecidas da música brasileira, o workshop posiciona-se como um ponto de encontro entre estratégia cultural e inovação tecnológica. Em um momento em que a música é produzida, distribuída e consumida em cadeias complexas, a capacidade de imaginar alternativas — e de construí-las — é talvez o maior desafio do setor. O que emerge é uma visão clara: o futuro da música não será definido por quem prevê, mas por quem sabe imaginar e decidir com base nas escolhas do presente.
Após o workshop, os profissionais terão acesso a ferramentas práticas de análise de cenários e metodologias para pensar em estratégias de carreira em um ambiente em constante mutação. A expectativa é que essa reflexão se traduz em ações concretas, desde a adaptação de projetos até a construção de novas modelos de negócio para artistas independentes. Emicida, já consolidado como um dos artistas que mais experimentam modelos próprios de carreira e de negócio no país, pode se tornar um exemplo vivo dessa transição — não apenas por seu sucesso comercial, mas por sua abertura a novas formas de atuação criativa.
O próximo passo será acompanhar como as descobertas desse workshop se refletem nas próximas etapas da carreira de Emicida e de outros nomes da cena brasileira. A pergunta fundamental permanece: o que valeria preservar, transformar ou criar nos próximos 20 anos de música? É uma questão que vai além da música em si, tocando o coração da indústria inteira e exigindo respostas que venham de quem está no campo, não apenas de quem observa de fora.
— Douglas W.


