A estrela do BLACKPINK aposta em uma faixa neo-disco luminosa para embalar a nova versão de Cinderela e mostra uma faceta cada vez mais versátil da carreira solo.
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⏱️ Em 5 segundos:
- JENNIE lançou Someone to Hold, faixa solo com produção de Justin Tranter para a animação Tipo Irmãs, da Netflix.
- A música mistura neo-disco, cordas e baixo marcado em uma letra sobre um amor que resiste a tudo.
- O filme, com Ali Wong, Amanda Seyfried e Bette Midler, e a trilha completa chegam em 20 de novembro.
Há momentos em que um artista precisa provar que não cabe em uma única caixa, e é exatamente isso que JENNIE faz ao apresentar Someone to Hold. Longe do peso dos grandes palcos e dos refrões feitos para estádios, a cantora surge leve, elegante e quase teatral em uma faixa que parece nascida para dançar sob luzes de salão de baile. É uma escolha inteligente, que amplia seu repertório solo e coloca sua voz no centro de uma história que mistura conto de fadas, humor e irmandade.
A música faz parte da trilha de Tipo Irmãs, a nova animação da Netflix que reinventa a jornada de Cinderela com uma perspectiva bem mais divertida e feminina. No enredo, Lilith, interpretada por Ali Wong, rouba a varinha da Fada Madrinha, vivida por Bette Midler, e invade o Baile Real ao lado de Margot, personagem de Stephanie Hsu. A chegada inesperada de Priscilla, na voz de Nikki Glaser, vira tudo de cabeça para baixo e obriga Lilith a se unir justamente a Cinderela, interpretada por Amanda Seyfried, em uma aventura com batalhas, erros e amizades improváveis.
Dirigido por Alyce Tzue e John Ripa, e produzido por Amy Poehler pela Paper Kite Productions, o filme chega à plataforma no dia 20 de novembro, mesma data prevista para a estreia da trilha completa. Essa sincronia não é por acaso: a Netflix quer transformar a animação em um evento cultural, e contar com um nome do tamanho de Jennie é uma estratégia certeira para alcançar tanto o público familiar quanto os fãs de pop que acompanham cada movimento da artista sul-coreana.
Musicalmente, Someone to Hold é um respiro. Composta e produzida por Justin Tranter, responsável também por outras três faixas originais do projeto, a canção aposta em uma produção neo-disco melódica, com cordas exuberantes, baixo bem marcado e camadas vocais que destacam a interpretação de Jennie. Tranter definiu o resultado como pura alegria dançante, inspirada em um pop orgânico e vintage, e a descrição faz sentido: nada aqui soa forçado, tudo parece pensado para transmitir calor e movimento.
Na letra, Jennie canta sobre um amor que atravessou altos e baixos e, mesmo depois de tudo, continua sendo a escolha mais natural. É um tema simples, mas funciona perfeitamente dentro da proposta do filme, que fala de vínculos que se fortalecem justamente quando as coisas saem do controle. Os diretores reforçaram essa conexão ao dizer que a faixa luminosa e animada representa a irmandade entre Lilith, Cinderela e Margot, funcionando como uma dose de energia e positividade direto no coração do público.
Ouça a música de JENNIE
Do ponto de vista de carreira, o lançamento é ainda mais interessante. Jennie vem de um dos maiores sucessos de sua trajetória solo, a participação no remix de Dracula, do Tame Impala, que alcançou posições expressivas nas paradas dos Estados Unidos e do Reino Unido e ganhou força extra nas plataformas digitais durante o Halloween. Depois de um hit com clima psicodélico e noturno, apostar em uma faixa diurna, romântica e dançante mostra um domínio raro de contrastes.
Essa versatilidade é justamente o que separa uma estrela de grupo de uma artista solo em construção. Enquanto muitos nomes do pop dependem de uma fórmula repetida, Jennie parece interessada em testar texturas, épocas e narrativas diferentes. Someone to Hold não tenta ser um hino de pista nem uma balada dramática: ela ocupa um espaço intermediário, sofisticado e acessível, capaz de funcionar tanto na trilha de um filme quanto em uma playlist de fim de tarde. É uma música que convida a ouvir de novo, e isso, em tempos de consumo rápido, já é um grande elogio.
Se a trilha de Tipo Irmãs cumprir a promessa de unir humor, emoção e identidade musical, Jennie pode sair dessa empreitada com mais do que uma faixa bem recebida. Ela reforça sua imagem como uma ponte entre o pop asiático e o entretenimento ocidental, sem perder autenticidade. Para os fãs, fica a expectativa de ver como essa energia luminosa se traduz ao vivo e para o público geral, a certeza de que a nova Cinderela da Netflix já tem uma trilha à altura de seu felizes para sempre nada convencional.
💡 Você sabia que Jennie lançou sua primeira música solo, intitulada Solo, em 2018, bem antes de construir a trajetória internacional que hoje a coloca como uma das vozes mais requisitadas do pop global?
— Douglas W.


