OGUZ abre o jogo sobre o Techno Hard: da intensidade das pistas aos planos gigantes do 808 STUDIOS para 2025

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O DJ e produtor OGUZ se consolidou como um dos nomes mais promissores da cena atual do techno hard, conquistando públicos pelo mundo com sets de alta intensidade que equilibram potência bruta e ressonância emocional. Em uma entrevista exclusiva, o artista abriu o jogo sobre os bastidores de sua carreira, a evolução do gênero, sua visão ambiciosa para o 808 STUDIOS e as experiências em festivais como o Hocus Pocus Festival, além de antecipar o que vem por aí para 2025.

A leitura da pista: equilibrando intensidade e respiro

Quem acompanha as apresentações de OGUZ sabe que a energia é sempre nas alturas, mas poucos sabem como o DJ calibra esse ritmo para manter o público engajado do início ao fim. Segundo ele, a chave está em observar a linguagem corporal da plateia, o clima geral e as pequenas mudanças na forma como as pessoas se movem na pista. “Não se trata de só tocar batidas pesadas sem parar, mas de criar um dinamismo com tensão e liberação”, explica. O artista ressalta que momentos de pausa ou de leveza são tão importantes quanto os picos de energia, garantindo que a noite nunca se torne monótona.

Além da agressividade: o lado emocional do techno hard

Um dos maiores estigmas em torno do techno hard é a ideia de que o gênero se resume a batidas agressivas e sem profundidade. OGUZ, porém, desafia essa noção ao trazer uma carga emocional marcante para seus sets e produções. Para ele, a emoção é o núcleo de qualquer música potente, mesmo nos estilos mais pesados. “Ao DJar, você não está apenas tocando faixas, está criando uma simulação emocional”, afirma. O produtor utiliza quebras melódicas, elementos nostálgicos e mudanças repentinas nas tracks para criar contrastes, o que permite que o público se conecte de forma muito mais significativa com a apresentação.

Storytelling nas pistas e conexões globais

Mesmo em sets de energia constante, OGUZ preza pela narrativa: ele enxerga cada noite como um livro ou filme, com picos, vales e reviravoltas inesperadas. Para surpreender a plateia, o artista chega a integrar outros gêneros em suas apresentações, fazendo com que o público repense a história que ele está contando através da música. Essa abordagem foi fundamental em sua passagem pelo Hocus Pocus Festival, onde o destaque foi a estreia de seu novo remix para o duo Brutalismus 3000. “A resposta foi incrível, foi um daqueles momentos em que a plateia estava totalmente em sintonia comigo”, relembra. Foi também sua primeira experiência com o Dia das Bruxas nos Estados Unidos, o que tornou a ocasião ainda mais especial.

Sobre as diferenças entre as cenas da Europa e dos EUA, OGUZ observa que o público holandês tende a ser mais experiente e conhecedor da música eletrônica, algo perceptível na forma como dançam e reagem às faixas. Já o público americano, embora ainda esteja em fase de crescimento, traz uma energia contagiante e é muito mais aberto a novos sons e experimentações, o que torna a experiência de tocar faixas inéditas por lá ainda mais divertida.

O boom do techno hard e os desafios da visibilidade

O gênero vive um momento de ascensão global, com destaque para Estados Unidos, Holanda e Bélgica. OGUZ acredita que essa mudança de cenário se deve ao fato de que as pessoas agora buscam experiências completas em festas, e não apenas a vida noturna tradicional em clubes. Sobre o futuro, o artista é otimista: o techno hard continuará a evoluir, e embora subgêneros como groove e trance hard também estejam em alta, o techno hard sempre terá seu espaço. “Tendências vêm e vão, mas a essência do gênero é atemporal”, pontua.

A ascensão das redes sociais também foi tema da conversa. OGUZ reconhece que a visibilidade trazida pelas plataformas ajudou artistas emergentes a conquistar novos fãs e colaborar com nomes que talvez nunca fossem descobertos de outra forma. O lado negativo, porém, é a saturação de conteúdo, artistas e promotoras, o que traz intenções comerciais para a cena underground e diminui a qualidade geral. O produtor também comentou as comparações entre techno hard e hardstyle: “Existem semelhanças, mas o hardstyle tem uma estrutura mais melódica e foca em grandes explosões sonoras, enquanto o techno hard atual privilegia estalidos agudos e bumbos mais pesados. Confesso que sinto falta da época em que o techno hard era mais industrial, cru e sem filtros.”

Planos para 2025: o universo 808 STUDIOS

O grande projeto de OGUZ para os próximos anos é consolidar o 808 STUDIOS como um ecossistema completo e inclusivo para todos que querem fazer parte da cena. Atualmente, o artista dedica quase todo o seu tempo fora das turnês a essa iniciativa, que envolve a construção de seu próprio clube, uma loja de departamentos de moda e uma galeria de arte. “Meu objetivo para 2025 é criar um mundo onde todos sejam bem-vindos”, afirma. Além do projeto físico, OGUZ também está focado em seus lançamentos pessoais: colaborações inéditas e faixas de crossover estão a caminho, prometendo agitar as pistas de dança em breve. “Espero ver vocês todos na pista!”, encerra.

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