A chegada da artista colombiana ao Rio de Janeiro mobiliza fãs que acreditam que sua performance em Copacabana pode ser o amuleto místico que o Brasil precisa para voltar a vencer no futebol.
A expectativa em torno da vinda de Shakira ao Rio de Janeiro transcende as paradas musicais. A presença da estrela colombiana na praia de Copacabana foi rapidamente abraçada pelo imaginário popular brasileiro, transformando-se em um verdadeiro fenômeno místico-pop nas redes sociais. A narrativa viral é que seu show gratuito teria o poder de “alinhar os chakras do país” e, de alguma forma, influenciar positivamente a trajetória da Seleção Brasileira no ano de Copa.
Não é à toa que a superstição se agarra à figura de Shakira. Sua trajetória sempre esteve intrinsecamente ligada ao futebol. Desde a infância em Barranquilla, onde frequentava os jogos do Junior, até se tornar a voz oficial de Copas do Mundo, a conexão entre a artista e o esporte é inegável. O ápice dessa união veio em 2010, com o hino “Waka Waka (This Time For Africa)”, criado em parceria com a banda Freshlyground. A faixa não só dominou o planeta, alcançando posições notáveis na Billboard Hot 100, como também foi o palco do encontro fatídico com Gerard Piqué, que viria a ser seu parceiro por mais de uma década.
O futebol continuou sendo um coadjuvante de peso em sua carreira. Em 2014, mesmo com a música oficial sendo de outros artistas, Shakira marcou presença no Maracanã para a cerimônia de encerramento da Copa no Brasil, cantando “La La La (Brazil 2014)” ao lado de Carlinhos Brown. No entanto, o esporte ganhou um tom mais dramático em sua obra após o término de seu relacionamento com Piqué. A dor da separação foi canalizada para músicas viscerais, como a “Bzrp Music Sessions, Vol. 53” e o álbum “Las Mujeres Ya No Lloran”, onde a figura do ex-zagueiro se tornou um personagem central na narrativa de superação.
Agora, ao retornar ao palco mundialmente famoso de Copacabana, Shakira carrega consigo todas essas camadas: a fã de futebol, a embaixadora de Copas, a musa de um ídolo e, finalmente, a compositora que transformou o drama esportivo em arte. Para os brasileiros, essa visita é vista como um sinal cósmico, um “golaço” energético que pode reequilibrar as energias nacionais, provando que a relação entre a colombiana e o país do futebol é, de fato, abençoada.


