Shakira faz o maior show da carreira em Copacabana: 2 milhões de fãs celebram a latinidade sob o som da Loba

0
11

A apresentação gratuita no projeto ‘Todo Mundo no Rio’ contou com participações de peso de Caetano Veloso, Maria Bethânia, Anitta e Ivete Sangalo, unindo gerações e ritmos latinos.

Shakira faz história em Copacabana com o maior show da carreira

A Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi palco de um marco na trajetória de Shakira neste sábado (02). A cantora colombiana realizou o maior show de sua carreira até hoje, reunindo cerca de 2 milhões de espectadores em uma apresentação gratuita que celebrou a identidade latino-americana e a conexão profunda da artista com o Brasil.

O evento, parte do projeto “Todo Mundo no Rio”, superou todas as expectativas. Antes mesmo de a estrela subir ao palco, um espetáculo de drones desenhou a cabeça da “Loba” no céu e escreveu “Te Amo Brasil”, arrancando gritos da plateia. O início do show atrasou mais de uma hora, mas a espera valeu a pena: por volta das 23h05, Shakira surgiu vestindo um figurino verde e amarelo, abrindo a noite com “La Fuerte” e transformando o Rio em uma grande festa latina.

Em um instante, a orla carioca deixou de ser apenas uma praia brasileira para se tornar um ponto de encontro de toda a América do Sul. Pessoas de Barranquilla, Buenos Aires, Montevidéu, Lima e outras cidades se reuniram para dançar ao som de salsa, cumbia, reggaeton e outros ritmos que marcam o repertório da cantora. “A vida é mágica”, disse ela ao público, relembrando que seu primeiro contato com o Brasil foi aos 18 anos, quando chegou “cheia de sonhos”.

Uma trajetória conectada ao Brasil

A relação de Shakira com o país é antiga e fundamental para sua ascensão global. O Brasil foi o primeiro mercado não-hispânico a colocar suas músicas nas paradas de sucesso, e a convivência com o público local desde os anos 1990 fez com que ela aprendesse português com fluidez — algo que ficou claro durante toda a noite, com diálogos constantes e espontâneos com os fãs.

A “Las Mujeres Ya No Lloran World Tour” teve início justamente no Brasil, em fevereiro de 2025, no Estádio Nilton Santos, também no Rio. No show de Copacabana, o setlist passeou por diferentes fases da carreira da artista: da fase pop-rock com “Empire” (acompanhada de um violão branco) e “Inevitable”, até momentos de empoderamento feminino como “TQG” e “Don’t Bother”, esta última tocada com uma guitarra Fender rosa incrustada de brilhantes.

Entre as performances de destaque, “Te Felicito” ganhou um toque especial com lança-chamas e uma máscara de soldador rosa, enquanto a parte mais intimista do show trouxe “Acróstico” (com participação gravada dos filhos da cantora), “Mermaid”, “Copa vacía”, “La bicicleta” e “La tortura”. O ritmo acelerado voltou com o clássico “Hips Don’t Lie”, cantado inicialmente sozinha do alto de uma plataforma que se estendia até a plateia, e “Chantaje”, que começou direto do camarim, com a troca de figurino sendo exibida nos telões.

Surpresas não faltaram: Anitta subiu ao palco para performar “Choka Choka”, enquanto “Can’t Remember to Forget You” (parceria original com Rihanna) também ganhou espaço no repertório. Outros hits em espanhol, como “Loca” e “Soltera”, completaram a noite antes das participações especiais das maiores lendas da música brasileira.

Encontros históricos com lendas da música brasileira

A segunda metade do show foi marcada por encontros inesquecíveis com ícones da música brasileira, reforçando a conexão entre a cultura local e a latina. Primeiro, Caetano Veloso subiu ao palco para cantar “Leãozinho”, música que Shakira confessou cantar para os filhos. Em seguida, Maria Bethânia surgiu acompanhada pela bateria da escola de samba Unidos da Tijuca para interpretar o clássico “O que é o que é”, de Gonzaguinha, encerrando sua participação com “Objeción”.

Ivete Sangalo foi a última convidada da noite, chamada para performar uma versão de “País Tropical”, de Jorge Ben Jor. Por essa altura, não havia ninguém parado em toda a extensão da praia: a energia era contagiante, e a celebração da latinidade estava em seu auge.

Antes disso, Shakira havia apresentado “Ojos Así” com um arranjo repleto de percussões árabes e baixo distorcido, seguido de “Pies Descalzos” (seu primeiro grande hit) e “¿Donde Estás, Corazón?” em versão acústica, com imagens de seus primeiros anos de carreira no telão.

O encerramento do show, já na madrugada de domingo (01h05), foi com os hits “Suerte (Whenever, Wherever)” e “Waka Waka (This Time For Africa)”, mantendo a mesma energia do início ao fim. Foi assim que se dançou em Copacabana!


Mídia / Redes Sociais:



DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui