O mundo da música eletrônica se despediu de uma de suas vozes mais marcantes no final de 2022: Maxi Jazz, vocalista e figura central do grupo britânico Faithless, faleceu em dezembro aos 65 anos, deixando um legado de hinos que moldaram décadas de pista de dança. Menos de um mês depois, um dos maiores clássicos da formação, a faixa Insomnia, deu um salto impressionante nas paradas especializadas, atingindo o topo da parada de um dos gêneros mais expressivos da música eletrônica da principal plataforma de vendas do setor no início de 2023.
Lançada originalmente em 1995, Insomnia se tornou rapidamente um dos maiores hinos da música eletrônica mundial, com sua batida envolvente, linhas de sintetizador marcantes e o vocal inconfundível de Maxi Jazz. Ao longo das quase três décadas desde seu lançamento, a faixa nunca saiu de rotação nas pistas, sendo presença garantida em sets de DJs de diversos estilos da música eletrônica, mas o recente salto nas paradas vem sendo impulsionado por uma onda de homenagens espontâneas: fãs, colecionadores e profissionais da cena têm comprado e reproduzido a faixa em massa como forma de celebrar a trajetória do artista.
A maior plataforma de comércio de música eletrônica do planeta consolida em suas paradas semanais o que está em alta na cena global. Que Insomnia tenha atingido o pico de uma de suas listas mais respeitadas mais de 25 anos após seu lançamento original é um testemunho do legado duradouro de Maxi Jazz: além de sua voz grave e marcante, o artista era conhecido por infundir nas letras do Faithless reflexões sobre espiritualidade, política e cotidiano, elevando o padrão da música eletrônica de sua época.
A onda de homenagens a Maxi Jazz não se restringiu às paradas de vendas: nas redes sociais, DJs e produtores de diversos estilos prestaram suas homenagens, com muitos compartilhando sets inteiros dedicados ao trabalho do Faithless. A própria gravadora do grupo e membros remanescentes da formação também utilizaram seus canais oficiais para agradecer o carinho do público, destacando que a música de Jazz continuará viva nas pistas de dança por gerações.


