Contexto de ouro: 2011 preparou o terreno
O cenário da música eletrônica vivia um de seus momentos mais áureos no início da década de 2010, e dois nomes estavam no topo das expectativas globais em 2011: Avicii acabara de lançar ‘Levels’, faixa que se tornou um hino atemporal do gênero, enquanto Nicky Romero tinha acabado de soltar ‘Toulouse’, outro clássico instantâneo que dominava as pistas de dança ao redor do mundo. Com esse currículo recente, a expectativa para os próximos passos dos dois produtores era colossal — e o que viria a seguir superou todas as previsões.
O nascimento de um clássico
A parceria entre os dois foi revelada pela primeira vez em novembro de 2011, em uma versão apenas instrumental que circulava com o título de trabalho NickTim — uma junção dos nomes Nicky e Tim (nome verdadeiro de Avicii, Tim Bergling). Apenas um ano depois, em 2012, a versão com vocais chegou ao público, trazendo participação não creditada da cantora Noonie Bao. A sueca seguiria colaborando com Avicii em faixas icônicas como ‘Always On The Run’, presente no álbum ‘True’, e em ‘Fades Away’, que integrou o disco póstumo ‘Tim’, lançado após a morte precoce do produtor em 2018.
Sucesso estrondoso e legado duradouro
O lançamento de ‘I Could Be The One’ em 2012 foi um marco para o progressive house. A faixa chegou ao topo das paradas de sucesso no Reino Unido e na Hungria, além de figurar entre as 40 músicas mais tocadas na maioria dos países ao redor do globo. Até hoje, o clássico acumula quase 500 milhões de reproduções apenas no Spotify, prova de sua longevidade e do carinho do público.
A relevância da faixa segue intacta mais de uma década depois: Nicky Romero ainda inclui a música em seus sets de DJ, sempre acompanhada de um tributo emocionante ao legado de Avicii. Definir ‘I Could Be The One’ apenas como uma “boa música” é um enorme eufemismo: trata-se de um marco histórico do gênero, capaz de trazer instantaneamente a energia vibrante de festivais de verão a qualquer pista de dança, independente do ano.


