Mostra ‘Com Amor, Alcione‘ chega ao Museu das Favelas com mais de 650 itens, desde fotos raras até troféus, revelando a história da icônica ‘Marrom’ e sua influência na Cultura Brasileira.
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- Mais de 650 peças individuais, incluindo fotos raras, gravações em vídeo, troféus e figurinos, contam a história de Alcione.
- A mostra destaca os laços familiares, a espiritualidade e a relação da artista com as escolas de samba.
- A Exposição também celebra a migração nordestina e sua influência na cultura urbana paulista.
Uma imersão na vida e obra de Alcione em São Paulo
O Museu das Favelas abre suas portas, no dia 10 de julho de 2026, para a exposição “Com Amor, Alcione”, uma jornada que percorre mais de cinco décadas da carreira da icônica cantora brasileira. A mostra, que já encantou o público no Maranhão, agora ganha uma edição especial em São Paulo, consolidando a capital paulista como um importante centro de preservação da memória negra periférica.
A própria Alcione expressou sua empolgação em dividir sua trajetória com os fãs paulistas. Para a artista, ocupar esse espaço é um momento de profunda conexão com seu público. A exposição reúne mais de 650 itens individuais, desde registros fotográficos raros ao lado de grandes ícones da cultura brasileira, até gravações em vídeo, troféus históricos e os marcantes figurinos que a acompanharam nos palcos.
Organizada por Deyla Rabelo, Gabriel Gutierrez e Luciana Gondim, com colaboração de Jairo Malta, a mostra vai além de uma cronologia linear. Ela se concentra na construção da imagem pública e afetiva de Alcione, explorando temas como os laços familiares, a espiritualidade e sua relação com as escolas de samba. A curadoria também traz uma nova ala dedicada às populações migrantes, destacando como esses grupos ajudaram a moldar as transformações culturais e urbanas da metrópole, com foco na presença negra e nas heranças nordestinas.
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Para Natália Cunha, diretora do Museu das Favelas, receber a exposição reforça o compromisso da instituição em resgatar histórias cruciais sobre a diversidade brasileira. Segundo ela, a obra de Alcione une diferentes regiões e realidades periféricas, oferecendo um diálogo direto com as narrativas preservadas pelo museu.
Gabriel Gutierrez, curador do evento e diretor do Centro Cultural Vale Maranhão, ressalta que a itinerância da mostra ajuda a diminuir distâncias geográficas historicamente presentes entre o Norte/Nordeste e o Sudeste do país. “Alcione fez isso ao migrar para o Sudeste e transformar a cultura nacional. Esperamos que essa exposição dedicada à artista amplie a percepção dos visitantes sobre a construção da cultura brasileira, reconhecendo sempre a contribuição do pensamento popular, principalmente afro-indígena, nesse percurso.”
O diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento e Gestão, Ricardo Piquet, encerra destacando a importância vital das mostras artísticas para o entendimento de nossa ancestralidade. “Receber a exposição no Museu das Favelas é afirmar a potência das instituições culturais como espaços de reconhecimento, memória e construção simbólica. A trajetória de Alcione atravessa música, território, ancestralidade, carnaval, fé e pertencimento, compondo uma leitura profunda sobre o Brasil.”
Serviço: Exposição ‘Com Amor, Alcione’
- Abertura: 10 de julho de 2026
- Em cartaz até: 6 de dezembro de 2026
- Local: Museu das Favelas (Largo Páteo do Colégio, 148, Centro Histórico de São Paulo – SP)
- Horário de funcionamento: Terça a domingo, das 10h às 17h (permanência até as 18h)
- Entrada: Gratuita
- Ingressos: Disponíveis para retirada antecipada via Sympla ou diretamente na recepção do Museu (sujeito à lotação)
💡 Você sabia que Alcione é conhecida como ‘Marrom’ e é uma das vozes mais emblemáticas do samba e da MPB, com mais de 60 anos de carreira?
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