Do garoto de Osasco ao nome mais celebrado da MPB, o artista conta como o pai foi o primeiro crítico e o verdadeiro protagonista de sua trajetória.
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⏱️ Em 5 segundos:
- O artista revela que seu pai foi o primeiro crítico e a principal inspiração por trás de seu sucesso, especialmente na canção ‘Beija-Flor‘.
- Jota.pê conta como a crítica do pai o motivou a evoluir como intérprete e compositor, e como essa influência moldou todo o seu trabalho.
- O artista vai estrear no Rock in Rio 2026, consolidando-se como uma das vozes mais importantes da MPB atual.
No Dia dos Pais, Jota.pê abre o seu relato sobre como o pai moldou a sua trajetória musical, revelando que, antes de se tornar um dos nomes mais celebrados da MPB, ele era apenas um garoto de Osasco/SP que aprendia a tocar violão em casa. E, segundo o próprio cantor, boa parte do que ele entende hoje sobre compor e interpretar música veio de uma fonte bem próxima: o pai.
Em uma entrevista à Billboard Brasil, às vésperas do Dia dos Pais, Jota.pê conta sobre a relação com o pai e sobre como ele foi decisivo em momentos cruciais da carreira, inclusive no nascimento de uma das músicas mais icônicas do artista, “Beija-Flor”.
‘Ele foi o meu primeiro maior crítico’
Jota.pê revela que a musicalidade também é uma herança de família. Ele conta que seu pai cantava quando era mais novo e foi o seu primeiro maior crítico. “Eu me lembro de começar a tocar violão, a compor, e ele falava: ‘você ainda não é o intérprete, você só está tocando violão’. Eu ficava puto com aquilo”, recorda, rindo.
Foi só depois, ao se aprofundar na música brasileira, que o cantor entendeu o que o pai queria dizer. Ele afirma que, ao estudar compositores e intérpretes, descobriu o que o pai queria dizer com aquilo. Ver a Maria Bethânia declamando uma bula de remédio e você chorando com aquilo… Aí ele começou a entender as diferenças entre ser intérprete, compositor, cantor, instrumentista. “Ele realmente me ajudou muito”, diz.
A música que quase foi parar no lixo
Um dos momentos mais marcantes dessa influência, segundo Jota.pê, envolve diretamente uma de suas canções mais conhecidas. “Ele salvou ‘Beija-Flor’, por exemplo, que é um dos maiores sucessos que eu tenho hoje na vida. Eu quis jogar a música fora, e foi ele que não deixou. Falou: ‘Essa música está muito boa, termina aí'”, relembra.
Além de destaque no repertório do cantor, “Beija-Flor” também se tornou uma das maiores audiências de “Dominguinho”, projeto criado por Jota.pê ao lado de João Gomes e Mestrinho, onde a faixa ganhou uma nova roupagem.
Para o cantor, esse tipo de intervenção resume o papel do pai em sua trajetória. “Meu pai com certeza é muito importante para mim na história da minha música, na minha vida”, afirma.
A declaração chega em um momento de reconhecimento crescente para o artista, que se prepara para sua estreia nos palcos principais do Rock in Rio 2026, no dia 11 de setembro, ao lado de Luedji Luna e Zaynara, em mais um capítulo de uma carreira que, segundo o próprio Jota.pê, nunca deixou de carregar as marcas de casa.
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— Douglas W.


