Felipe Vassão Desvenda os Dilemas da IA na Música e a Essência da Produção Artística

0
2

O renomado produtor Felipe Vassão compartilha suas visões sobre Inteligência Artificial, o mercado musical e a importância de preservar a autenticidade dos artistas, em entrevista ao podcast “Cabos e Cases” da Billboard Brasil.

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

⏱️ Em 5 segundos:

  • Felipe Vassão criticou a IA generativa como ferramenta criativa, vendo-a mais como um benefício financeiro.
  • Ele reconhece o uso legítimo da IA para autoexpressão, como no caso de um artista surdo.
  • Vassão utiliza o Moises, uma startup brasileira, para aprimorar suas produções.
  • O produtor enfatiza a importância de preservar a essência e a autenticidade do artista em seu trabalho.

O universo da Produção Musical está em constante evolução, e as discussões sobre o papel da tecnologia, especialmente da inteligência artificial (IA), tornam-se cada vez mais relevantes. Recentemente, o renomado produtor musical Felipe Vassão, conhecido por seu trabalho com artistas de peso como Emicida, Jota.pê e a icônica dupla Chitãozinho e Xororó, foi o convidado de honra no podcast “Cabos e Cases” da Billboard Brasil, durante o evento Rio2C. Em uma conversa franca e instigante, Vassão mergulhou nas complexidades da IA na música, nos bastidores de suas produções e nos desafios éticos que o mercado de streaming enfrenta.

Felipe Vassão não hesitou em expressar suas ressalvas quanto ao uso da IA generativa como uma verdadeira ferramenta criativa. “Até agora eu não vi uma pessoa defendendo a IA generativa falando algum benefício que seja realmente criativo. É sempre um benefício financeiro… você consegue produzir mais por menos. Isso não é uma vantagem criativa”, afirmou o produtor. Ele compartilhou que seu próprio interesse na tecnologia surgiu de uma necessidade pragmática: a produção de trilhas publicitárias que, com o tempo, se tornaram repetitivas e mimetizadas. “Eu cansei de copiar Coldplay, Katy Perry, Anitta, Bonde do Sistema… o meu interesse nisso não veio de eu querer uma ferramenta criativa, é uma ferramenta financeira”, explicou, evidenciando a dualidade entre inovação e praticidade comercial.

Apesar de sua postura crítica, Vassão reconhece o potencial da IA para a autoexpressão em contextos específicos, citando o inspirador caso de um artista coreano surdo que utiliza a tecnologia para compor, encontrando nela um meio único de manifestar sua arte. “Pra ele aquilo quer dizer algo. Como autoexpressão, eu acho que super vale”, ponderou. No seu dia a dia, o produtor destacou a Moises, uma startup brasileira da qual é embaixador, como uma ferramenta indispensável. O aplicativo, que utiliza IA para separar faixas de áudio e aprimorar gravações, é um exemplo claro de como a tecnologia pode ser empregada de forma construtiva para elevar a qualidade das produções.

A essência da produção musical, para Felipe Vassão, reside na capacidade de preservar a identidade do artista. Ele ilustrou essa filosofia ao falar sobre seu trabalho com o cantor Jota.pê. “Eu simplesmente ajeitei o microfone e falei: ‘Cara, seja você, eu quero você. Eu não quero transformar você em outra pessoa.’ O papel do produtor é basicamente isso”, revelou. Essa abordagem focada na autenticidade é tão fundamental que, em uma das produções de Jota.pê, a equipe chegou a descartar uma versão mais elaborada da canção em favor da simplicidade e originalidade que melhor representavam o artista. Em um cenário onde a tecnologia avança a passos largos, a mensagem de Vassão ressoa como um lembrete poderoso de que a verdadeira arte nasce da autenticidade e da conexão humana.

Assista à entrevista completa com Felipe Vassão:

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Felipe Vassão, além de trabalhar com grandes nomes como Emicida e Chitãozinho & Xororó, é embaixador da Moises, uma startup brasileira que revolucionou a separação de faixas de áudio com IA?


Mídia / Redes Sociais: