Camila Jun faz história e levara a essência brasileira ao Tomorrowland 2026

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DJ e produtora brasileira estreia no maior festival de música eletrônica do mundo com duas apresentações que agitaram públicos distintos em menos de 24 horas, mostrando toda a sua versatilidade e identidade artística.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Camila Jun estreou no Tomorrowland Bélgica 2026 e conquistou o público em duas apresentações distintas em menos de 24 horas.
  • A DJ realizou sets no The Gathering (Dreamville) e no Crystal Garden, adaptando seu estilo para cada vibe de palco.
  • Camila destacou a logística única do festival, incluindo o trajeto de barco até os palcos, e falou sobre sua formação em balé clássico e a influência da moda em seus shows.
  • A brasileira reafirmou o crescimento sólido de sua carreira, com quase 10 anos de trajetória e passagens por Ibiza e outros destinos globais.

O Tomorrowland Bélgica é o ápice para qualquer DJ de música eletrônica, e a edição de 2026 marcou uma estreia importante para a brasileira Camila Jun. Pela primeira vez no festival, a DJ e produtora não apenas sentiu o gostinho de tocar no maior evento do gênero no mundo, mas logo de cara garantiu uma dobradinha de apresentações que agitou públicos completamente diferentes em menos de 24 horas.

Logo após descer do palco do Crystal Garden na sexta-feira (17), Camila Jun conversou com a Billboard Brasil sobre a emoção da estreia, a logística quase mística dos palcos e como seus quase 10 anos de carreira culminaram neste momento de projeção internacional.

O clima mágico do Crystal Garden — e a chegada de barco

Para quem assiste da pista, o Crystal Garden impressiona pelas águas e efeitos visuais, mas para quem toca, a experiência começa muito antes de sintonizar os primeiros BPMs. Camila Jun revelou os bastidores dessa logística diferenciada:

“Tem uma mágica, primeiro porque algumas pessoas não sabem, mas o DJ chega de barco até lá. É muito legal, é uma estrada que quase ninguém faz no festival. Então você pega dois barcos, passa pela floresta, então você já entra nesse clima mágico, assim, e é um palco muito lindo, foi muito maravilhoso, assim, o público foi muito receptivo, foi incrível.”

A versatilidade entre o Dreamville e o festival

Menos de 24 horas antes de comandar o Crystal Garden, na sexta-feira, Camila Jun teve a missão de abrir os trabalhos na quinta-feira (16) de abertura no The Gathering, a gigantesca festa de boas-vindas exclusiva para os acampados do Dreamville. Mudar a chave em tão pouco tempo é um desafio que ela tirou de letra, reforçando sua habilidade como seletora.

“É totalmente diferente. Diferente porque o mood do The Gathering é aquela comunidade, é família que quer cantar, que quer os hits, então foi um set totalmente diferente ontem, com muito vocal, muito hit, e outro totalmente diferente hoje para o Crystal Garden. Claro, dentro da minha identidade do que eu gosto de tocar, mas eu acho que esse é o grande lance da discotecagem, né? Você ser um seletor para cada tipo de lugar dentro da sua identidade, então foi muito especial fazer esses dois sets.”

Moda, identidade e a bagagem do balé clássico

Quem acompanhou a apresentação no Tomorrowland Bélgica também notou o cuidado com o visual, que carregava referências nítidas do nosso país. Veterana do Mainstage do Tomorrowland Brasil, Camila Jun explicou como sua formação artística fora das pistas dita sua relação com a moda nos palcos:

“Eu trouxe o Brasil total, assim, no mood. A moda sempre foi uma coisa muito legal, muito natural assim da minha vida, desde muito nova. Eu sou bailarina clássica de formação, dancei por 12 anos, então me caracterizar ali para o palco sempre fez parte, mas de uma maneira muito natural. Então eu quis trazer isso porque o Brasil hoje é um dos maiores ativos da música eletrônica no mundo, eu acho que é muito legal a gente ter essa raiz assim, então eu trouxe isso comigo e foi muito legal.”

A “Meca” da música eletrônica e os próximos passos

A estreia na Bélgica coroa anos intensamente movimentados para a DJ Camila Jun, que vem carimbando o passaporte nos principais espaços globais da cena, como Ibiza. Ao ser questionada sobre a velocidade desse salto na carreira, ela fez questão de lembrar que o sucesso “repentino” é fruto de muita resiliência.

“Acho que primeiro é legal falar que é uma jornada, uma caminhada, né? Nada acontece de um dia para o outro. Bom, pode acontecer, mas isso é exceção. Então são quase 10 anos trabalhando muito focadamente, com muito foco para estar aqui. Esse ano eu fiz uma temporada incrível no Verão Europeu, então foi Music On, Pacha Ibiza, outros tantos lugares legais… França, Portugal, República Tcheca, foi muito legal. É uma construção assim, até chegar aqui. Tomorrowland Bélgica, tem Tomorrowland Thailand também no final do ano… Então tá rolando!”

Mainstage do Tomorrowland 2026

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Camila Jun é formada em balé clássico e dançou por 12 anos antes de se dedicar exclusivamente à música eletrônica? Essa experiência artística fora das pistas influencia diretamente sua relação com a moda e a estética nos palcos, tornando suas apresentações no Tomorrowland um verdadeiro espetáculo visual e sonoro.


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