O DJ belga fala sobre a dualidade de tocar em um festival global a apenas 40 minutos de sua casa, e como isso redefine sua conexão com o público.
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⏱️ Em 5 segundos:
- lost frequencies toca no tomorrowland 2026 a 40 minutos de casa, misturando intimidade e grandiosidade.
- Ele destaca a energia única de palcos como The Great Library, onde o público escolhe estar presente.
- O DJ também dá dicas para primeiros visitantes do festival e comenta sobre a próxima edição do Tomorrowland Brasil em 2027.
Lost Frequencies está vivendo um dos momentos mais simbólicos de sua carreira. O DJ e produtor belga, conhecido por hits como *Are You With Me* e *Reality*, subiu ao palco do Tomorrowland 2026 — um dos festivais mais icônicos do planeta — com a sensação de estar, literalmente, em casa. A apenas 40 minutos de sua residência, Felix De Laet vive uma dualidade rara na cena eletrônica: a proximidade física com o local de nascimento e a imensidão do palco global.
Essa proximidade geográfica, porém, vai além de um simples fato cartográfico. Para Lost Frequencies, tocar no próprio pátio de trás — ou quase — carrega um peso emocional. Em conversa exclusiva com o Billboard Brasil, ele revelou que a experiência é ao mesmo tempo estranha e profundamente significativa. “Tenho a sensação de que posso dormir na minha cama e ainda assim fazer um dos maiores shows do ano”, disse, destacando como a rotina de um artista internacional costuma exigir distanciamentos constantes. Agora, com o universo do Tomorrowland se instalando quase ao lado de casa, a linha entre vida pessoal e performance se dissolve.
Essa intimidade também se estende à sua família. Irmãos e parentes próximos agora podem testemunhar de perto o dia a dia de um dos DJs mais influentes da cena. Mas a proximidade traz desafios. “Às vezes é meio assustador”, brincou Lost Frequencies, ao notar que a família o vê viajando o tempo todo e acaba idealizando uma imagem perfeita. “Espero que, quando eles vêm, se divirtam. Senão fica estranho.” Essa vulnerabilidade revela um lado raro de um artista que, apesar do sucesso global, ainda busca equilibrar autenticidade e expectativa.
No entanto, o destaque da sua atuação não foi apenas emocional, mas também artístico. Lost Frequencies escolheu se apresentar no The Great Library, um dos palcos mais concorridos do festival, mas fora do circuito principal. Para ele, essa decisão redefine completamente a relação com o público. “Quando você toca no Mainstage, as pessoas vão porque querem ir ao Mainstage. Mas quando você toca em outro palco, sinto que as pessoas vêm te ver tocar. É uma dinâmica bem diferente.” Essa escolha reflete uma consciência crescente entre artistas de que a conexão direta com o público pode ser mais poderosa do que a grandiosidade do palco.
O apelo do Great Library, segundo ele, está justamente na mistura de escala e intimidade. “Ainda é um palco enorme, ainda é muita gente. Mas são pessoas que estão ali por você.” Essa filosofia está em sintonia com a evolução da cena eletrônica, onde o foco tem se deslocado de espetáculos hiperproduzidos para experiências mais autênticas e imersivas. Lost Frequencies, que sempre se manteve fiel ao house melódico e ao progressive house, parece ter encontrado nesse formato uma nova forma de expressar sua arte.
Como um verdadeiro embaixador do festival em seu próprio país, Lost Frequencies também compartilhou dicas práticas para quem está pisando no Tomorrowland pela primeira vez. “Dê uma volta por todo o festival. Tente ver tudo, experimente as diferentes áreas.” Ele recomenda chegar cedo para evitar multidões e aproveitar cada canto da instalação, que este ano traz uma arquitetura ainda mais ambiciosa. E claro, não pode faltar a parte gastronômica: “Experimente a comida, experimente a cerveja belga.”
Meanwhile, os fãs brasileiros já podem mirar a próxima edição do Tomorrowland Brasil, marcada para entre 30 de abril e 2 de maio de 2027, com o tema *Consciência*. Com a pré-venda de ingressos já em andamento, o festival promete trazer os maiores nomes da cena eletrônica mundial para o Parque Maeda, em Itu. Para Lost Frequencies, esse crescimento global do festival é uma prova do poder da música eletrônica de unir culturas — e de como um DJ pode ser, ao mesmo tempo, um produtor de sonhos e um filho da comunidade que o acolheu.
💡 Você sabia que Lost Frequencies começou sua carreira tocando em pequenos clubes em Bruxelas antes de se tornar uma das grandes referências do house progressivo e do melodic dubstep?


