Armin van Buuren declara que Tomorrowland é a coisa mais próxima do céu na Terra

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Em entrevista exclusiva à Billboard Brasil durante a primeira edição do Tomorrowland 2026, o DJ holandês relembra duas décadas de história do festival e antecipa o Tomorrowland Brasil 2027, que acontece em abril em Itu, São Paulo.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Armin van Buuren declarou que o Tomorrowland é ‘a coisa mais próxima do céu na Terra’ durante a primeira edição do festival em 2026, na Bélgica.
  • O DJ holandês completou 20 anos de presença no evento e relembrou como a estrutura era menor na primeira edição, quando nem se imaginava o tamanho que o festival alcançaria.
  • Tomorrowland Brasil 2027 está confirmado para 30 de abril a 2 de maio no Parque Maeda, em Itu (SP), com pré-registro aberto até 23 de setembro.

Durante o primeiro fim de semana do Tomorrowland 2026, na Bélgica, um dos maiores nomes da música eletrônica mundial subiu ao palco não apenas para tocar, mas para reafirmar o que muitos já sentem na alma quando pisam naquele festival: o Tomorrowland é, sem exagero, a coisa mais próxima do céu na Terra. Armin van Buuren, o veterano DJ e produtor holandês que carrega no currículo duas décadas de história com o evento, concedeu à Billboard Brasil uma entrevista rara em que mistura nostalgia, reflexão sobre a indústria e uma visão de futuro que surpreende até os mais céticos.

O que começa como uma simples conversa sobre o festival se transforma em uma viagem pela evolução da cultura de pista de dança. Armin lembra com clareza dos primeiros passos no Tomorrowland — quando a estrutura era modesta, os palcos ainda não tinham a grandiosidade que hoje se tornou marca registrada, e tudo parecia um sonho distante demais para se concretizar. ‘Eu toquei na primeiríssima edição. O local já era incrível, mas a gente nunca imaginou que ficaria desse tamanho’, conta, com a voz carregada de genuína admiração. Para ele, o que o Tomorrowland construiu ao long de duas décadas transcende a categoria de festival de música — é uma experiência humana que marca gerações.

E não é só a escala do festival que impressiona. Armin compartilha uma percepção que poucos DJs de sua estirpe teriam coragem de expressar com tanta clareza: a pista de dança é um terreno onde se formam os futuros líderes do mundo. ‘As pessoas que estão curtindo aqui essa noite são os nossos futuros CEOs, presidentes, ministros’, diz, enfatizando o poder transformador de uma pista bem montada. Essa visão eleva o Tomorrowland de simples evento de entretenimento a um fenômeno sociocultural — um espaço onde a alegria coletiva e a música se encontram para criar algo que, segundo ele, as pessoas vão lembrar daqui a trinta anos.

A reflexão sobre o papel do DJ ao longo das décadas adiciona uma camada fascinante à conversa. Armin relembra os anos 1990, quando tocava na boate Nexus, em Leiden — sua cidade natal — e a hierarquia na casa colocava o DJ apenas um degrau acima do barman. ‘Nas noites mais fracas, eu tinha que servir cerveja enquanto tocava’, conta. O contraste com o cenário atual, onde DJs se tornaram artistas globais com status de estrelas pop, é brutal. Segundo ele, a profissão deixou de ser uma função técnica para se tornar uma forma de arte — e o público, antes voltado para os amigos na pista, passou a olhar frontalmente para quem comanda a música.

Talvez o trecho mais provocativo da entrevista de Armin seja justamente o que diz sobre inteligência artificial e o futuro da pista de dança. Ele reconhece que uma IA pode montar uma playlist tecnicamente impecável — até melhor, em alguns aspectos, do que a curadoria humana. Mas argumenta que o que o público busca num show de DJ vai muito além da seleção musical. ‘Quando você vê um DJ tocando, você quer ver o personagem, a visão dele, o som dele, a filosofia por trás da música’, defende. Para Armin, a tecnologia pode até automatizar processos, mas jamais substituirá a conexão emocional que acontece quando um ser humano comanda uma multidão com propósito e identidade.

E o Tomorrowland não fica restrito à Bélgica. A organização acaba de confirmar que a próxima edição do Tomorrowland Brasil acontecerá entre 30 de abril e 2 de maio de 2027, no Parque Maeda, em Itu, no interior paulista. Com o tema ‘Consciencia’, o festival promete reunir os maiores nomes da cena eletrônica global em um território que já se consolidou como um dos destinos mais importantes da música eletrônica na América Latina. Os ingressos começam a ser vendidos com um esquema escalonado — incluindo pacotes de viagem global, pré-venda exclusiva para clientes com Bybit Card e a venda mundial geral em setembro —, o que indica a dimensão global que o evento brasileiro almeja atingir nos próximos anos.

O que a declaração de Armin van Buuren sobre o Tomorrowland revela, no fundo, é algo que a cena eletrônica precisa ouvir com atenção em 2026: o futuro da música de pista não está apenas na tecnologia ou na produção sonora, mas na capacidade de criar experiências que toquem a alma humana. Se o Tomorrowland continuará sendo ‘a coisa mais próxima do céu na Terra’ depende de quem organiza, quem toca e quem comparece — mas com figuras como Armin defendendo a essência do que faz esse lugar especial, há motivos para acreditar que a magia está longe de acabar. E quando o festival desembarcar no Brasil em abril de 2027, essa conversa ganhará um novo capítulo — desta vez, escrito com sol, verde e o ritmo que só a América Latina sabe imprimir na pista.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Armin van Buuren apresenta o programa de rádio ‘A State of Trance’ desde 2001, tornando-se um dos programas de música eletrônica mais longevos e ouvidos do mundo, com milhões de ouvintes semanais espalhados por mais de 80 países?


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— Douglas W.