Tributo a Belchior anuncia nova fase no Doce Maravilha com Chico Chico e Juliana Linhares

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Do bastidores do festival Doce Maravilha, revelamos como a dupla uniu o bigode de Belchior com a sonoridade eletrônica

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Show no Doce Maravilha no Rio de Janeiro, no sábado (8), com tributo à obra de Belchior
  • O grande momento foi o uso do bigode, referência direta ao compositor cearense
  • Juliana Linhares e Chico Chico conversam sobre a história e a amizade entre os artistas
  • Ambos afirmam que não têm projeto específico de homenagens, mas prometem continuar
  • A dupla uniu o bigode e a poesia de Belchior com a sonoridade eletrônica no show

O show tributo a Belchior, realizado no festival Doce Maravilha no Rio de Janeiro, no passado sábado (8), desafiou as expectativas de quem esperava um evento simples. A dupla formada por Chico Chico e Juliana Linhares transformou o espaço em um palco onde a poesia do compositor cearense encontrou sua expressão mais contemporânea, através de uma produção eletrônica que respeita a alma do cancioneiro.

A história de Chico Chico e Juliana Linhares no cenário eletrônico brasileiro já está marcada por uma abordagem que valoriza a conexão entre a tradição e a inovação. A dupla tem construído uma trajetória que combina a sonoridade dos festivais de música eletrônica com a profundidade da canção tradicional, demonstrando como a cena contemporânea pode dialogar com o cancioneiro sem perder a sua identidade.

O momento que mais chamou a atenção durante a apresentação foi o uso do bigode, uma referência direta ao visual de Belchior que o público reconheceu imediatamente. Juliana Linhares explicou como a ideia surgiu, revelando que o figurinista, que vem do interior do Ceará, próximo de Mossoró, sugeriu o bigode de forma espontânea. A escolha desse detalhe pessoal mostrou como a homenagem pode ser construída a partir de elementos íntimos e afetivos, conectando o passado ao presente de forma visceral.

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A importância desse tributo vai além da cena eletrônica, pois ele representa uma ponte entre a tradição musical brasileira e as linguagens contemporâneas. A escolha de resgatar a obra de Belchior, um dos nomes mais emblemáticos da música popular brasileira, mostra como o gênero eletrônico pode servir como veículo de preservação cultural. O show no Doce Maravilha demonstrou que não há contradição entre a sonoridade dos festivais de música eletrônica e a profundidade da canção tradicional.

A dupla não tem um projeto específico de homenagens a artistas da MPB, mas afirma que o respeito ao cancioneiro é parte inerente de sua performance. Juliana Linhares complementou que, embora não faça homenagens a artistas específicos em cada show, há uma herança de referências que permeia as apresentações. Chico Chico reforçou essa visão ao dizer que a abordagem é mesclar tudo, em vez de se prender a uma única figura, permitindo que a memória de Belchior se conecte com a nova geração de músicos eletrônicos.

O que se deve esperar dos próximos shows da dupla é uma evolução natural na forma como a homenagem é construída. A experiência de Chico Chico e Juliana Linhares no Doce Maravilha sugere que o futuro do tributo na cena eletrônica brasileira pode se tornar mais ousado e menos formal, mantendo o diálogo com a música que veio antes. A capacidade de criar uma conexão emocional entre o público e a obra dos grandes nomes da música brasileira continua sendo a verdadeira marca registrada dessas apresentações.

Novas homenagens

Questionados sobre a possibilidade de homenagear outros nomes da música brasileira em futuros shows, Chico Chico disse: “Eu acho que a gente nunca vai deixar de fazer isso, entendeu? Eu não tenho nenhum projeto assim específico, de pegar um artista e seguir com isso. Mas eu acho que vai sempre fazer parte do nosso show.”

Juliana Linhares completou, destacando que o cantor já costuma incluir referências a diferentes artistas em suas apresentações: “Você já faz um bocado de homenagem dentro do show — não é a um artista específico, mas tem bastante.”

Chico Chico respondeu: “É meio por aí, é mesclar todas essas coisas, ao invés de fazer um… entendeu? Pegar esse cara e fazer.”

Chico Chico e Juliana Linhares


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— Douglas W.