Executivo da lendária gravadora de Seattle visita São Paulo e relembra parcerias com bandas brasileiras e o renascimento de formatos físicos.
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⏱️ Em 5 segundos:
- Tony Kiewel tem 26 anos de sub pop e já participou da captação de artistas como The Postal Service, CSS e Orville Peck para o catálogo da gravadora.
- Esta é a primeira viagem dele ao brasil, mas a Sub Pop já teve laços com o país por meio de bandas como Mudhoney e turnês anteriores com Mint e Obits.
- Ele debateu o retorno de formatos físicos como vinil e CD, ressaltando o interesse do público brasileiro por edições colecionáveis e apresentações em espaços independentes.
Após 26 anos à frente do departamento de artistas da Sub Pop, Tony Kiewel pousou no Brasil pela primeira vez e descobriu que a distância geográfica entre Seattle e São Paulo não apaga a paixão compartilhada por sons independentes e autênticos.
A Sub Pop já tinha laços com o país através de lendas como o Mudhoney, cujo guitarrista Mark integra o quadro da gravadora em Seattle e retornava das turnês brasileiras com relatos de shows inesquecíveis. Anos atrás, a gravadora até organizou uma turnê conjunta pelo Brasil com Mudhoney, Mint e Obits, consolidando laços que resistem ao tempo. A visita também fortaleceu o vínculo com a banda CSS, que Kiewel próprio contratou para o catálogo, e com a vocalista Lovefoxxx, que atuou como guia durante uma semana em São Paulo — experiência que, segundo ele, quase o deixa emocionado: ‘Um dia não é suficiente’.
Apesar de São Paulo ser cerca de 25 vezes maior que Seattle, Kiewel observa que o espírito é surpreendentemente semelhante: ‘As pessoas são loucas por música e vão aos lugares mais escuros e bagunçados para ouvir música, e isso não é um problema. Você não precisa de um lugar chique para curtir música.’ Durante a viagem, ele participou de um showcase da ABMI no AudioRebel, apresentando bandas como Vera Fischer Era Clubber, que mostram a vitalidade atual da cena brasileira.
O retorno de formatos físicos como vinil e CD, tema caro a Kiewel, ganha novo contexto no Brasil, onde o público demonstra crescente interesse por edições colecionáveis em um domínio dominado pela distribuição digital. Para o executivo, o desafio de assinar novas bandas permanece, mas a receptividade calorosa do público brasileiro sugere um terreno fértil para expansões futuras da Sub Pop, desde que se respeite a diversidade e a independência que sempre pautaram o selo.
A visita de Kiewel reforça a importância dos laços entre gravadoras independentes e o público latino-americano, sinalizando uma possível nova fase de parcerias entre Seattle e São Paulo. Em um cenário onde diferentes gêneros musicais se encontram em palcos ao redor do mundo, o modelo da Sub Pop — focado em arte, autonomia e conexão humana — oferece lições valiosas para qualquer artista ou selo que deseje atravessar oceanos mantendo a essência preservada.
Com o eco das apresentações no AudioRebel ainda reverberando e o público paulistano ansioso por mais encontros, a expectativa agora recai sobre como a Sub Pop aproveitará esses novos laços. Seja através de novas captações de artistas, lançamentos em vinil ou eventos presenciais, uma coisa é certa: a jornada de Tony Kiewel no Brasil marca o início de uma conexão que pode durar décadas, provando que grande música não tem fronteiras — apenas apreciadores dispostos a descobrirem novos sons.
💡 Você sabia que a Sub Pop organizou uma turnê pelo Brasil há anos com as bandas Mudhoney, Mint e Obits?
— Douglas W.


