Após comparação a Michael Jackson, BTS recusa grammy 2027 e polemiza sobre divisão regional da música asiática
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⏱️ Em 5 segundos:
- BTS decide não submeter ‘ARIRANG’ ao Grammy 2027 após comparação com Michael Jackson.
- Grupo protesta contra criação de categoria exclusiva para música asiática, defendendo música universal.
- Decisão reacende debate sobre segregação versus inclusão em premiações tradicionais.
BTS Revela Recusa no Grammy 2027 e Debate sobre Divisão Regional
O The New York Times elevou o BTS ao panteão dos maiores fenômenos musicais de todos os tempos ao comparar o grupo sul-coreano a Michael Jackson. A declaração, contudo, vem acompanhada de um movimento sem precedentes: os sete integrantes anunciaram a retirada do álbum ‘ARIRANG’ da disputa do Grammy 2027, recusando-se a participar de uma premiação que, em sua visão, ainda carrega divisões regionais e linguísticas.
Desde sua estreia em 2013, o BTS transcendeu as fronteiras da Coreia do Sul para se tornar um fenômeno de escala global, vendendo estádios em quase continentes completos e acumulando números que colocam o grupo em seleta companhia histórica. A comparação com Michael Jackson não é exagero quando se considera o impacto cultural e comercial que ambos exerceram sobre a indústria musical. O Rei do Pop quebrou barreiras raciais e midiáticas nos anos 80; hoje, o BTS enfrenta o desafio de reconfigurar uma indústria ainda predominantemente anglofônica e ocidental.
A decisão de boicotar o Grammy chega em um momento de mudanças na Academia de Gravação, que anunciou novas categorias, incluindo uma específica para ‘Melhor Performance de Música Pop Asiática’. Para alguns, esse seria um passo rumo à inclusão; para o BTS, representa um retrocesso — a segregação da música por região ou idioma contradiz diretamente a filosofia de universalidade que tem guiado sua carreira. O grupo já havia chamado a atenção para a falta de representatividade, e agora toma uma posição ativa, retirando seu trabalho do sistema em vez de aceitar divisórias.
A criação de categorias específicas pode ser vista de duas formas. De um lado, oferece uma plataforma para artistas que historicamente foram marginalizados nos prêmios principais. De outro, corre o risco de criar guetos, onde a música de expressão diferente do inglês é encaminhada para um ‘gaveteu’ separado, longe dos principais galardões. O BTS, com sua influência massiva, questiona se o sistema deveria ser reformulado para ser verdadeiramente inclusivo, ou se a solução está em manter categorias paralelas que, na prática, limitam o alcance.
O comunicado oficial do grupo, compartilhado nas redes sociais de todos os integrantes, foi direto e emocionante: ‘Esperamos que a música possa ser ouvida e amada por si só, em vez de ser dividida por regiões ou idiomas’. Essa posição eleva o BTS de simples artistas a ativistas culturais, usando o próprio sucesso comercial como ferramenta de mudança estrutural. A paralela com Michael Jackson se aprofunda — ambos usaram suas plataformas para desafiar instituições que pareciam presas a modelos antigos, embora o contexto seja diferente: Jackson lutava contra o racismo explícito da indústria; o BTS confronta estruturas mais sutis, mas igualmente eficazes, de categorização.
O que vem a seguir pode marcar um precedente. Se outros artistas de língua não-inglesa seguirem o exemplo do BTS e boicotarem premiações que não evoluíram para abraçar verdadeiramente a diversidade, a indústria pode ser forçada a repensar seus critérios de elegibilidade e voto. Alternativamente, o movimento pode fortalecer categorias paralelas, criando um ecossistema de prêmios múltiplos onde o ‘melhor da música global’ coexiste com o ‘melhor de cada região’. Uma coisa é certa: o Grammy 2027 será observado de perto, não apenas pelo que será premiado, mas pelo que será excluído — e pelo silêncio que pode seguir.
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Escute os sucessos de Michael Jackson
💡 Você sabia que Michael Jackson venceu 8 prêmios Grammy em uma única noite em 1984, recorde que permanece e é o ponto de comparação para o BTS como ‘maior fenômeno desde’?
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— Douglas W.


