Menos É Mais Revela Raízes Pagode no ‘Conversa com Bial’

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Entre pagode e eletrônico, o grupo expõe sua evolução musical em Brasília

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  • Menos É Mais aparece no Conversa com Bial
  • Fala sobre o Churrasquinho e suas raízes
  • Análise da evolução musical brasileira

O Menos É Mais voltou ao “Conversa com Bial” numa terça-feira que promete revelar camadas ocultas da jornada musical da banda, sete anos após sua primeira presença no programa. Na edição de 1º de setembro, o grupo faz uma viagem ao coração de Brasília — as margens do Lago Paranoá — para refletir sobre o nascimento do icônico “Churrasquinho” e explorar como a origem pagode se fundiu com sons eletrônicos contemporâneos.

A banda, fundada nos anos 2010 com raízes profundamente enraizadas no pagode das rodas de Gama, já transitava entre o universo tradicional e o mundo da dança eletrônica. O “Churrasquinho” não foi apenas um hit, mas um projeto que expandiu o alcance do Menos É Mais, transformando o movimento em um fenômeno viral nas redes sociais e abrindo portas para colaborações com artistas de diferentes estilos. Essa trajetória de fusão musical tornou-se um marco na evolução da cena pagode brasileira.

Durante o “Conversa com Bial”, os integrantes — Duzão, Gustavo Goes, Paulinho Félix e Ramon Alvarenga — compartilham memórias íntimas sobre como a identidade do grupo nasceu nas ruas periféricas da capital, onde pagode e diversas influências culturais se misturavam naturalmente. O foco recai sobre “P do Pecado”, “Domingo” e outras composições que demonstram a capacidade da banda de transitar entre o acrobático e o melancólico, elementos típicos do universo pagode que agora encontram eco em palmas eletrônicas.

O que surge mais impactante, entretanto, é a reflexão de Gustavo Goes sobre a natureza dessa transição: “Acho que o Menos É Mais vive o inexplicável há muito tempo. Desde que tudo isso aconteceu, a gente vive uma realidade paralela.” Esta afirmação ressalta que a evolução não foi meramente técnica, mas existencial — uma mudança que transcende gêneros e conecta gerações que cresceram ouvindo pagode nas rádions até observar seu redesenho digital.

Além do valor artístico, o episódio representa um passo importante na consolidação do pagode dentro do espectro da música dance nacional. O “Conversa com Bial” funciona como um espelho que reflete essas tensões criativas, e “Churrasquinho” prova que o Brasil pode reinventar suas raízes rituais através de ferramentas modernas. O que vem a seguir será interessante observar como o grupo mantém esse equilíbrio entre tradição e inovação à medida que novas formações surgem no panorama nacional.

Para a cena eletrônica brasileira, o episódio destaca a capacidade das bandas locais de reinventarem seus sonoridades através de fusões inovadoras. O “Churrasquinho” não é apenas um remetente ao passado, mas um manifesto de como o pagode continua vivo no contexto globalizado da música eletrônica contemporânea.


Mídia / Redes Sociais:

— Douglas W.