Amelie Lens, Hardwell e David Guetta comandam uma sexta-feira histórica de lançamentos EDM

0
2

A semana traz desde o álbum de estreia de uma das maiores artistas do Techno mundial até releituras ousadas e o retorno do hardstyle pesado

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

⏱️ Em 5 segundos:

  • Amelie Lens lança AURA, seu primeiro álbum completo pela gravadora EXHALE, com 11 faixas e um show esgotado em Antuérpia
  • Hardwell e Sound Rush unem forças no hardstyle “Iris”, consolidando a fase mais pesada do DJ holandês
  • ARTBAT e David Guetta reimaginam o clássico “Somebody That I Used To Know” em uma versão techno melódica
  • Sara Landry, DubVision e o projeto ARE WE DREAMING de Brian Tyler completam uma edição repleta de destaques

Uma sexta-feira que promete redefinir o que a música eletrônica pode ser em 2026

Nenhuma edição do New EDM Friday deste mês chega com tanta força quanto a deste 4 de setembro. De um álbum de estreia que consolida uma carreira inteira a releituras ousadas de hinos internacionais, passando pelo retorno confirmado do hardstyle mais pesado, a semana se transforma em um retrato completo de para onde a cena eletrônica caminha — e de como os maiores nomes estão dispostos a arriscar. Não se trata apenas de novos lançamentos; é um termômetro da saúde criativa do gênero em um momento em que o EDM global busca constantemente sua próxima grande virada.

Amelie Lens finalmente coloca sua voz inteira num álbum

O grande destaque da edição é, sem dúvida, AURA, o primeiro álbum completo de Amelie Lens, lançado pela sua própria gravadora EXHALE. Depois de uma década construindo uma das carreiras mais sólidas do techno mundial — com residências em festivais de elite, turnês esgotadas e uma label que se tornou referência absoluta do cenário — a artista belga finalmente tem a liberdade de contar sua história em 11 faixas. O álbum alterna entre faixas pensadas para os grandes palcos, cortes mais íntimos para madrugadas, momentos de acid techno e composições profundamente pessoais. Lens descreveu o projeto como uma narrativa sobre conexão, liberdade, maternidade e a vida em estrada. A prova de que o trabalho ressoa veio na forma de um show esgotado em Antuérpia, diante do museu KMSKA, com capacidade para 14 mil pessoas. Não é exagero dizer que AURA é o álbum que todo mundo esperava de uma das poucas artistas femininas que realmente comandam o techno contemporâneo sem precisar de intermediários.

Hardwell mergulha de vez no hardstyle e Sound Rush confirma o caminho

Enquanto isso, Hardwell continua sua transformação sonora com Iris, em collab com o duo holandês Sound Rush, lançada pela Revealed Recordings. A faixa, que chega a 160 BPM, é mais uma evidência de que o DJ que outrora dominou o mainstream com hits como “Arcadia” e “Spaceman” está decididamente buscando raízes mais pesadas. A trajetória recente de Hardwell na Revealed — com colaborações como Bang On The Drums ao lado dos Bassjackers e Turn Up The Bass com os W&W — mostra um artista em movimento deliberado para longe do pop EDM e em direção à tradição hardcore holandesa. O fato de Iris já ter sido tocada ao vivo no EDC Las Vegas 2026 antes mesmo do lançamento oficial indica que a receptividade do público está garantida. É uma aposta que faz sentido: o hardstyle está em alta, e Hardwell tem a credibilidade e a base de fãs para empurrar o gênero para novos patamares.

ARTBAT e David Guetta transformam um hino de 2011 em algo completamente novo

Talvez o lançamento mais surpreendente da semana seja a releitura de Somebody That I Used To Know, o gigantesco hit de Gotye e Kimbra de 2011, agora nas mãos de ARTBAT e David Guetta. A ousadia aqui é dupla: primeiro, porque transformar uma canção que transcendeu a música eletrônica e se tornou um fenômeno pop mundial em uma faixa de techno melódico é um desafio que poucos ousariam aceitar; segundo, porque o resultado precisa satisfazer tanto os fãs originais quanto o público de pista que espera uma energia dançante. O fato de ARTBAT ter se consolidado como referência do melodic techno nos últimos anos, combinado com a habilidade de Guetta de sempre transformar vocais conhecidos em momentos de pista, cria uma combinação intrigante. Os créditos originais de Gotye e Kimbra permanecem, o que reconhece a base sobre a qual a nova versão é construída. É um lançamento que funciona como espelho de uma tendência mais ampla: a eletrônica não tem mais medo de resgatar o passado para criar algo futurista.

Um mosaico de estilos que mostra a saúde de um cenário diversificado

O que torna esta edição do New EDM Friday especial não é apenas a qualidade individual de cada lançamento, mas a diversidade de estilos representados. DubVision traz Tonight, uma peça de progressive house que mantém a assinatura melódica e emocional do duo holandês, seguindo a trilha de lançamentos como Run e colaborações com nomes como Martin Garrix. Sara Landry avança sua rollout pelo selo HEKATE com Interesting, uma faixa de hardstyle e hard techno com pitadas de glitch e vocais falados que a artista descreveu como “um pouco ardente, um pouco travessa, com muito baixo”. A progressão de Landry em 2026 — estreia no Ultra Music Festival, takeover no Coachella ao lado da BLOOD OATH e headline B2B com Amelie Lens — a coloca como uma das artistas mais dinâmicas da hard dance music atual. E ARE WE DREAMING, o projeto audiovisual de Brian Tyler, traz Godlike, uma experiência cinematográfica e sombria que traduz a linguagem de trilhas de filmes para o formato eletrônico, criando um contraste deliberado com lançamentos mais luminosos da semana.

O que sai desta sexta-feira é uma evidência clara de que o EDM em 2026 não vive de um único gênero ou de uma única fórmula. A coexistência de um álbum de techno de autor, um hardstyle de 160 BPM, uma releitura pop-theno, um progressive house melódico e uma experiência audiovisual sombria não é sinal de fragmentação — é sinal de maturidade. A cena eletrônica demonstrou mais uma vez que sua força está na capacidade de absorver influências de cada canto da cultura musical e transformá-las em algo que faz o corpo se mover e a mente pensar. Resta saber qual desses lançamentos vai ecoar mais forte nas pistas e nos festivais nos meses que virão, mas uma coisa é certa: quem ignorar esta sexta-feira vai perder o pulso do momento.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Brian Tyler, por trás do projeto ARE WE DREAMING, acumula mais de 100 créditos como compositor de trilhas sonoras no cinema, incluindo filmes de Velozes e Furiosos, Avengers: Age of Ultron e dezenas de entradas da franquia Call of Duty?


Mídia / Redes Sociais:

— Douglas W.