Xamã retorna ao Rock in Rio e relembra estreia emocionante: ‘Nunca tinha cantado para 30 mil’

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O rapper carioca fecha o Espaço Favela no domingo (6) e fala sobre a evolução de suas três participações no festival, da emoção da primeira vez à consciência de agora.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Xamã retorna ao Rock in Rio após sete anos e fecha o Espaço Favela neste domingo (6)
  • Ele relembra sua estreia em 2019, quando chorou no palco ao cantar para 30 mil pessoas pela primeira vez
  • O repertório do show mistura sucessos de diferentes fases, do rap às influências de afrobeat e house do álbum ‘Flerte’

Depois de sete anos, Xamã volta a pisar no Espaço Favela — o mesmo palco que, em 6 de outubro de 2019, recebeu sua estreia no Rock in Rio. Desta vez, o rapper carioca não é mais a novidade: fecha a programação do domingo (6) às 19h10, após Budah e Rael, e chega com a bagagem de quem transformou aquela primeira emoção em carreira sólida, álbuns de sucesso e uma sonoridade que hoje mistura rap, afrobeat, amapiano e house.

Aquela primeira vez no festival foi marcada por uma vulnerabilidade rara. Xamã nunca tinha cantado para 30 mil pessoas e, nos primeiros 15 segundos de show, a voz já tremia. Ele chorou no palco, saiu e foi direto para a plateia — com a família inteira, que havia conseguido ingressos. ‘A gente fez parte da magia do show e da magia de presenciar os outros’, relembra à Billboard Brasil. Um ano inteiro aquele show ficou na sua cabeça e mudou a forma como ele pensava o palco, os discos e a própria carreira.

O convite de 2019 partiu do curador Zé Ricardo, que acompanhava artistas do circuito independente e chegou a Xamã após ouvir ‘O Iluminado’. Na época, o rapper vinha das batalhas de rima do Rio e dos primeiros discos independentes. A passagem pelo Espaço Favela — área criada para reunir manifestações culturais das periferias — foi o primeiro grande festival da carreira. Em 2022, ele já estava no Palco Sunset, com participações de Brô MC’s, L7NNON e Major RD, e hits como ‘Malvadão 3’ e ‘Leão’ no repertório. Agora, em 2026, Xamã define as três participações como ‘uma trilogia’.

O repertório do show deste domingo deve refletir essa trajetória. Xamã diz que monta as setlists pensando em um público que o conhece em momentos diferentes — das rodas de rima aos hits nacionais, passando pelos trabalhos na TV. Sucessos de 2018, como os da época da Poesia Acústica, músicas de ‘Pecado Capital’ e faixas mais recentes devem convivir no mesmo set. Entre os lançamentos recentes está ‘Flerte’, álbum de oito faixas com participações de Ludmilla, L7NNON, Amabbi, NP e Nomad, que aproxima o rap de sonoridades eletrônicas como house e dancehall.

Há um simbolismo forte na escolha do Rock in Rio em recolocá-lo no Espaço Favela. Não é à toa: a área se consolidou como um dos pontos mais importantes do festival para representar a diversidade da cultura brasileira. O retorno de Xamã ao palco de 2019 é também um reconhecimento de que sua trajetória, antes confinada às batalhas e às periferias, atravessou as portas do mainstream sem perder a identidade. É o tipo de aposta curatorial que festivais fazem quando querem unir representatividade e retorno artístico.

Depois do show, Xamã pretende viver o festival como fã — e não como artista. Sem carrinho exclusivo, ele caminha pela Cidade do Rock para ver outros shows, com o Black Eyed Peas entre as prioridades. ‘Toda vez no Rock in Rio parece que vem um artista que faz você pensar: esse dia aqui eu vou voltar para minha época’, diz. É o mesmo espírito de 2019, quando ele desceu do palco e foi para a plateia. Sete anos depois, a magia parece intacta — e o palco, agora, é também o ponto de partida para novas experiências.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Xamã saiu do palco logo após sua estreia no Rock in Rio 2019 e foi curtir o restante do festival na plateia, junto com a família e amigos, invertendo o roteiro habitual dos artistas?


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— Douglas W.