Barão Vermelho surpreende no Rock in Rio e faz público dançar debaixo de chuva forte

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Formação original da banda carioca celebrou mais de quatro décadas de história no Palco Mundo, com homenagens a Rosa Almeida e Cazuza, em dia de temporal.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Formação original se reuniu no Palco Mundo com chuva forte e público de capa de chuva
  • Setlist mistou clássicos de 1983 a 1998 e homenageou Cazuza e Rosa Almeida
  • Frejat celebrou retorno ao mesmo palco de 1985, 40 anos depois, com energia renovada

Sob um temporal que não deu trégua, o barão vermelho subiu ao Palco Mundo do Rock in Rio neste domingo (6) e provou que algumas bandas não precisam de sol para incendiar uma multidão. Com a formação original — Roberto Frejat, Guto Goffi, Mauricio Barros e Dé Palmeira, além do convidado Fernando Magalhães —, a banda carioca não apenas reviveu passado: reafirmou por que continua sendo um dos nomes mais importantes do rock nacional, mesmo após quatro décadas.

O retorno ao Rio de Janeiro marca o início da turnê “Encontro”, que já percorreu outras cidades desde abril, mas escolheu o palco que consagrou a banda em 1985 para dar o pontapé inicial nos trabalhos. Frejat fez questão de mencionar que estava pisando no mesmo local onde a história começou, e a emoção era contagiante: entrar no túnel do tempo não foi metáfora, foi literalmente reviver a energia da estreia do festival, agora com a sabedoria de quem já viu o mundo mudar ao redor.

Para caber no rigor do line-up do festival, o setlist foi enxuto, mas estratégico: mais de duas horas de duração em um formato que respeitou o tempo do evento sem trair a essência da banda. A sequência começou com “Maior Abandonado” (1984), seguiu por “Pense e Dance” e “Bete Balanço”, passou por “Meus Bons Amigos” (1994) e “Tão Longe de Tudo” (1990), e fechou com uma descarga de energia em “Por Você”, “Vem Quente Que Eu Estou Fervendo”, “Malandragem Dá um Tempo”, “Puro Êxtase”, “Por Que a Gente É Assim?” e a inevitável “Pro Dia Nascer Feliz”.

Duas homenagens marcaram o tom emocional da noite: a dedicada à ex-empresária Rosa Almeida, que abriu o show, e a tributo a Cazuza, com “O Tempo Não Para” e “Codinome Beija-Flor” ecoando sob a chuva, enquanto “Todo Amor Que Houver Nessa Vida” ganhava imagens do cantor nos telões de LED. A presença de Fernando Magalhães, guitarrista que integrou o grupo desde 1985, completou o quebra-cabeça de uma formação que parece ter encontrado novamente o ritmo perdido pelo tempo.

O que torna esta apresentação especial não é apenas a nostalgia, mas a constatação de que o repertório do Barão Vermelho envelheceu como vinho de boa qualidade. Enquanto muitas bandas da mesma época dependem de nostalgia para vender show, aqui a energia era de renovação: a chuva, que poderia ter sido obstáculo, virou aliada, transformando o público de capa de chuva em um mar sincronizado que cantou cada refrão como se estivesse em 1984. Frejat, aos seus 60 anos, demonstrou que a voz ainda tem a mesma afinação e a mesma presença de palco que definiram gerações.

Olhando para frente, este show no rock in rio 2026 pode ser o marco que reacende o interesse por uma turnê mais extensa ou até por novos materiais de estúdio — algo que a banda não faz com a mesma formação há anos. O “Encontro” provou que a química entre os membros originais não se perdeu, e a cena do rock nacional, frequentemente acusada de viver de heranças do passado, ganhou aqui uma prova viva de que algumas bandas ainda têm fôlego para criar presente, não apenas relembrar passado.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que… O Barão Vermelho foi a primeira banda brasileira a se apresentar no Rock in Rio 1985, no dia da abertura do festival, ao lado de Iron Maiden e Whitesnake?


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— Douglas W.