Rael revela estratégia de ‘só pancada’ para estreia no Espaço Favela do Rock in Rio

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Com 27 anos de carreira e novo disco ‘Nas Profundezas da Onda’, rapper prepara set dinâmico para conquistar plateia que ainda não o conhece ao vivo.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Rael se apresenta dia 6 de setembro às 16h50 no Espaço Favela, entre Budah e Xamã.
  • Show ‘só pancada’ mistura hits históricos com músicas de ‘Nas Profundezas da Onda’.
  • Primeira vez no Espaço Favela, mas já palco do Rock in Rio em 2017, 2019 e 2024.

O rapper Rael sobe ao Espaço Favela do Rock in Rio 2026 no domingo, 6 de setembro, às 16h50, com uma missão clara: transformar cada segundo do palco em energia pura. Em entrevista à Billboard Brasil, ele adiantou que o set será pensado como uma sequência de “só pancada”, sem pausas longas, para garantir que até quem nunca ouviu seus álbuns saia da Cidade do Rock com o nome gravado na memória.

De Pentágono ao mainstage: a trajetória que construiu o Rael de hoje

São 27 anos de carreira — dos tempos de grupo Pentágono até a carreira solo iniciada em 2010 com MP3: Música Popular do Terceiro Mundo. Rael já conhece bem o palco do Rock in Rio: estreou no Sunset em 2017 ao lado de Elza Soares, integrou o Hip Hop Hurricane em 2019 com Nova Orquestra, Agir, Baco Exu do Blues e Rincon Sapiência, e voltou em 2024 para o “Pra Sempre Rap” com Criolo, Djonga, Karol Conká, Marcelo D2 e outros. Cada apresentação rendeu uma expansão de público, e ele sabe disso.

“Foi onde eu pude mostrar para as pessoas quem era o Rael ao vivo. As pessoas sabiam quem era o Rael, mas nunca tinham visto o meu show. Foi uma plataforma em que consegui expandir um pouco mais a minha carreira”, relembra. Essa consciência de palco é o que alimenta a estratégia para 2026: ele não vai reproduzir o formato da turnê de Nas Profundezas da Onda, mas sim criar uma ponte entre os hits acumulados e as faixas mais recentes.

“Nas Profundezas da Onda” entra no repertório — mas com outra leitura

Lançado em março, o disco de 11 faixas sucede Onda (2025) e parte para temas densos: indústria musical, saúde mental, ecocídio, feminicídio. Enquanto Onda era a trilha sonora para faxinar a casa ou pegar a estrada, Nas Profundezas exige reflexão. No Rock in Rio, porém, Rael quer equilibrar essa densidade com a energia dos grandes hits como “Envolvidão”, “Aurora Boreal”, “Rouxinol” e “Flor de Aruanda”.

“Estou quebrando a cabeça para inserir os meus hits, os discos mais novos, fazer essa conexão entre as músicas, entrelaçar isso, fazer essa teia de aranha para captar as pessoas no show”, explica. A ideia é usar a estrutura festiva a seu favor: introdução agitada, transições rápidas e poucas conversas entre as faixas — uma linguagem que respeita o tempo do festival sem trair sua identidade.

Entre gerações: Rael como ponte do Hip-Hop Brasileiro

No mesmo palco, Budah abre às 15h e Xamã encerra às 19h10. Rael se posiciona entre as duas gerações e assume esse papel com naturalidade. Ele mantém contato frequente com artistas que consolidaram suas carreiras nas plataformas digitais e reconhece que aprende com eles.

“Eu aprendo com as novas gerações também. Faço um pouco essa diplomacia na rua, sou um pouco esse cara que transita entre as novas gerações e também tem o respeito dos mais velhos”, afirma. Para ele, a evolução do cenário é inegável: “A gente acreditava que um dia ia chegar esse momento, e acho que esse momento chegou. Hoje ele é uma realidade. Dentro de um festival, o rap faz diferença.”

O que esperar do impacto

Se por um lado Rael enfrenta o desafio de conquistar um público que pode ser totalmente novo, por outro ele conta com a força de um gênero que nunca esteve tão presente nos grandes festivais. O trap e o funk como ramificações do rap ampliaram o alcance do gênero, e o Espaço Favela se tornou um termômetro dessa democratização. A medida de sucesso para ele é simples: “Se a pessoa sair pensando: ‘Não sabia quem é esse cara, quero saber mais. Vou ver a agenda dele, quero ir no próximo show’, está entregue.”

O Rock in Rio 2026 ainda reserva Calvin Harris, Black Eyed Peas e Nelly no Palco Mundo, além de Ne-Yo, Jota Quest, BaianaSystem e Calema no Sunset. Mas é no Espaço Favela, entre Budah e Xamã, que Rael pode escrever um dos capítulos mais significativos de sua carreira — não como veterano que relembra glórias, mas como artista que soube transformar 27 anos de estrada em oportunidade.

Curiosidade Vibermix

💡 Você sabia que Rael começou sua trajetória no grupo Pentágono no final dos anos 90, vendendo CDs e camisetas nos bastidores da cena hip-hop paulistana — época em que festivais de grande porte eram um sonho distante para o Rap Nacional?


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— Douglas W.