Xamã retorna ao Rock in Rio após sete anos e compara palco com cinema: ‘Furacão no estômago’

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Rapper que começou no Espaço Favela em 2019 fecha o mesmo palco em 2026, agora como artista consagrado e ator premiado, e revela o que sente antes de cada apresentação.

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⏱️ Em 5 segundos:

  • Xamã retornou ao Rock in Rio 2026 e fechou a programação do Espaço Favela, palco onde tudo começou em 2019.
  • O show revisitou momentos da carreira, incluiu o novo single ‘Flerte’ e contou com a participação de Major RD.
  • Em entrevista, o rapper comparou a adrenalina do palco com as gravações de cinema e revelou: ‘É um furacão no estômago’.

O mesmo palco, outra história

Quem assistiu Xamã estrear no Rock in Rio em 2019, no então recém-empossado Espaço Favela, dificilmente reconheceria o artista que subiu ao mesmo palco no domingo (6) para encerrar a programação do local. Sete anos depois, o rapper não apenas retornou ao festival como o fechou — em sua terceira participação, passando também pelo Sunset em 2022 —, agora como um dos nomes mais consistentes da nova geração do rap brasileiro. O show foi uma viagem cronológica pela sua trajetória, passagem pelo novo álbum ‘Flerte’ e uma colaboração com Major RD que esquentou o público.

De ‘Zodíaco’ a ‘Malvadão 3’: a escalada de um fenômeno

Entre a estreia em 2019 e este 2026, Xamã construiu uma carreira em velocidade supersônica. O álbum ‘Zodíaco’, lançado em plena pandemia em 2020, reuniu nomes pesados como Marília Mendonça, Luísa Sonza e Gloria Groove e o projetou para além das bases do trap nacional. Já ‘Malvadão 3’, no fim de 2021, dominou o topo do Spotify Brasil e consolidou seu nome como um dos maiores hits do gênero no país. No intervalo entre um marco e outro, o artista ainda se lançou na atuação — com participações em ‘Renascer’ e ‘Os Donos do Jogo’ — e estreou no cinema com ‘Cinco Tipos de Medo’, filme que lhe rendeu o Kikito de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Gramado deste ano.

‘Furacão no estômago’: a adrenalina que move ambos os mundos

Procurado pela Billboard Brasil antes da apresentação, Xamã foi questionado sobre o que mais gera frio na barriga: o palco ou o set de filmagem. Sua resposta foi direta e reveladora. ‘É o mesmo nervosismo. Parece que é um furacão no estômago’, disse, explicando que a adrenalina é justamente o que o mantém desafiando seus próprios limites. ‘Acho que subo no palco e faço os trabalhos com audiovisual pela adrenalina que dá, por você se desafiar ao limite das suas criações, da sua cabeça, tirar tudo daquilo e transformar em arte.’ A declaração evidencia uma carreira que não se limita a uma única linguagem — Xamã é, na prática, um artista multimídia antes mesmo de completar uma década de carreira.

O que fica desse retorno

O gesto de voltar ao Espaço Favela tem peso simbólico. Não é apenas nostalgia: é a afirmação de que o rapper que começou ali, em um dos espaços mais icônicos e populares do festival, chegou onde queria. Com ‘Flerte’ recém-lançado, parcerias de peso no currículo e agora o reconhecimento no cinema, Xamã demonstra que 2026 é um ano de consolidação — não de acomodação. A pergunta que fica é: depois de provar que funciona em palco e diante das câmeras, qual será o próximo movimento? Uma turnê nacional? Um novo álbum mais ousado? O que se sabe é que, se o frio na barriga continua o mesmo, a arte só tende a ficar mais intensa.


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— Douglas W.