Bring Me The Horizon domina o Palco Mundo, Rhegia arrasa no Global Village e artistas brasileiros mostram força em seis disputas acirradas na Cidade do Rock
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⏱️ Em 5 segundos:
- Bring Me The Horizon venceu no Palco Mundo com 43% dos votos, superando o headliner Avenged Sevenfold
- Rhegia protagonizou a vitória mais expressiva com 85% no Global Village; Major RD dominou o Espaço Favela com 74%
- Disputas acirradas no Supernova (Supercombo vs. Lvcas) e New Dance Order (Camila Jun x Eli Iwasa vs. James Hype) mostram a vitalidade da cena nacional
Fãs decidem o veredito: o segundo dia do Rock in Rio 2026 pelo olhar da Billboard Brasil
O segundo dia do Rock in Rio 2026, realizado no sábado (5), ficou marcado por uma verdadeira batalha cultural nos seis palcos da Cidade do Rock — e quem decidiu o destino dessa disputa foi o próprio público. A Billboard Brasil abriu enquetes no Instagram para que os seguidores votassem nas apresentações que mais os impressionaram, e o resultado revela uma fotografia fiel do momento que a música ao vivo brasileira e internacional atravessa: é um festival onde o artista consolidado precisa se reinventar e as novas apostas têm espaço para brilhar com força inusitada.
No Palco Mundo, o grande vencedor foi o Bring Me The Horizon, que conquistou 43% dos votos e superou ninguém menos que o Avenged Sevenfold, headliner da noite, que ficou com 31%. A Sepultura apareceu em terceiro com 21%, e MGK completou a disputa com apenas 5%. O resultado é surpreendente e revela uma tendência clara: o metal alternativo e o post-hardcore, com sua carga emocional e produção cada vez mais sofisticada, têm conseguido dialogar com um público massivo de forma mais eficaz do que o metal tradicional de grandes nomes do gênero.
Fora do Palco Mundo, a diversidade de estilos tornou a votação ainda mais interessante. No Global Village, a banda Rhegia protagonizou a vitória mais expressiva de todas as categorias, levando 85% dos votos e deixando Noturnall + Russell Allen (8%) e Korzus (7%) muito atrás. Já no Espaço Favela, o rapper Major RD abriu uma folga enorme com 74%, demonstrando que o rap nacional segue como força dominante nesse tipo de espaço dentro do festival. A cena nacional também brilhou no Supernova, onde Supercombo venceu com 36%, apenas dois pontos à frente de Lvcas, que ficou com 34% — uma das disputas mais acirradas do dia.
Na New Dance Order, a dupla Camila Jun x Eli Iwasa levou a melhor com 37%, apenas três pontos percentuais à frente de James Hype, que obteve 34%. A proximidade entre os dois destaca o crescimento exponencial da cena eletrônica brasileira, que agora disputa igualmente com nomes internacionais em um palco de primeiro escalão. No Palco Sunset, o Bad Omens venceu com 35%, seguido de perto pelo encontro Black Pantera convida Nervosa (29%) e por Poppy (26%), numa disputa que mostrou a vitalidade do rock alternativo e do metal feminino.
Do ponto de vista da análise editorial, o que mais chama a atenção nesse segundo dia do Rock in Rio 2026 é a clara evidência de que o festival está se reinventando. A vitória do Bring Me The Horizon sobre o Avenged Sevenfold não é apenas uma preferência de público — é um recado sobre o momento do metal mundial, que caminha para fusões cada vez mais ousadas. A dominante absoluta da Rhegia no Global Village, com 85%, e a arrasada do Major RD no Espaço Favela mostram que artistas brasileiros não precisam de um palco menor para conquistarem o coração da massa. A quase-empate entre Supercombo e Lvcas no Supernova é um retrato de uma geração que não se encaixa em rótulos e que, por isso mesmo, se torna a favorita de um público jovem e ávido por novidades.
Olhando para o futuro, o segundo dia do Rock in Rio 2026 sinaliza que o festival está se consolidando como um dos mais democráticos e representativos do calendário musical global. A mistura de headliners internacionais com artistas nacionais em posições de destaque, a crescente representatividade de vozes femininas no metal e a integração entre a cena eletrônica brasileira e os nomes internacionais apontam para um modelo que tende a se perpetuar. Se há uma lição que fica para o restante da edição é esta: o público brasileiro não quer apenas assistir — quer participar, votar e definir quem manda na Cidade do Rock.
💡 Você sabia que o Bring Me The Horizon, formado originalmente como banda de deathcore em Sheffield, Inglaterra, em 2004, passou por uma das transformações mais radicais do rock moderno — incorporando elementos eletrônicos, pop e até orquestrais — o que explica sua capacidade de atrair um público tão diversificado em um festival massivo como o Rock in Rio.
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— Douglas W.


